
Passe o trocadilho! Sem contar, volto à música pop.
O novo album de Christina Aguilera, Bionic, é um flop de vendas que lançou o pânico na sua editora, a RCA. Com Lady Gaga a dominar os tops, mesmo antes da saída do disco não faltou quem acusasse Aguilera de imitar a mais recente estrela no firmamento da música comercial. Até aí, era só disparate - afinal, Christina Aguilera já era uma diva de classe A quando Gaga ainda estava escondida nos bastidores..
Mas com o single " Not myself tonight" Aguilera deu-lhes razão e foi um ver se te avias, a chamar à moça " lady gaga barata".
O videoclip polémico - mas sem nada de novo - cheira a desespero para se manter a par das Gagas e Rihannas da vida. Não era preciso. Provocar, já aqui o disse, só tem interesse quando não é redundante. Pior do que usar um tema mais que usado e debatido hoje em dia, é que Aguilera já o tinha feito (Dirrty, lembram-se?) passado a prova com distinção e voado para outras paragens, com aquele estilo pin up que era tão giro.
Voltar atrás é apenas...ir de cavalo para burro, como diz o povo que é muito sábio. Aguilera já tinha construído o seu espaço, já tinha atirado a roupa fora, já a tinha voltado a vestir (mais ou menos, vá). Em Dirrty, fez sentido. Em Bionic, foi despropositado, e o público não é parvo.
Com a sua voz e experiência no meio - goste-se ou não do estilo, Christina é uma das cantoras mais marcantes da sua geração - o pedestal estava assegurado. Podia reinventar-se. Escusava de se repetir. Esta era a altura para fazer algo totalmente diferente, até para colaborar com Gaga se lhe apetecesse (foi o que fez Beyonce, que se mantém intocável nas suas tamanquinhas) e não para ir com a carneirada.
A artista é uma boa artista, não havia necessidade, como dizia o outro.