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Netscope

Tuesday, April 12, 2011

Se eu não fosse uma pessoa honesta...



Mudava de profissão e ia pedir emprego a um gentleman thief qualquer. Talvez seja da minha costela siciliana, mas os ladrões de casaca, os malandros encantadores e os anti heróis sempre me fascinaram. Sim, sou uma caçadora de tesouros frustrada. Não me encorajaram a seguir Arqueologia (uma carreira que me ficou sempre atravessada) mas creio que sem o apelo de caçar um tesouro, tudo legalito, catalogadito, sem tiros nem cenários à Indiana Jones perderia parte da graça - se bem que trabalhar num arquivo bolorento, investigando o que os outros possam procurar no terreno continua a encantar-me. Imaginem-me de ar misterioso, very sartorial, numa biblioteca a anunciar a um qualquer Rick O´Connel :"descobri um talismã misterioso num livro com não sei quantos séculos". Chique a valer! Por outro lado, sendo filha, neta e por aí vai de militares, os truques de interrogatório, espionagem, fuga, luta e intriga despertaram-me um interesse precoce . Aos doze anos já era fã de Maquiavel e de tudo o que falasse de intriga palaciana, de mulheres fatais, de persuasão, de confidence tricksters, de tácticas para resistir à tortura, de artes marciais. Cartouche, Lupin, Borgia, Valmont e todos os que lhe deram corpo não são pessoas amorosas nem recomendáveis, mas aí é que está a graça. Mestres do disfarce, sempre elegantes, sempre carismáticos, encantadores, com uma grande lata. Como não tenho jeito para Mata Hari, vou-me divertindo com os episódios the Lupin the Third e Burn Notice. Uma pessoa nunca sabe em que assados pode cair. If you know how to kill, you know how to heal.

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