Wednesday, October 5, 2011
A minha amiga Charlotte
Desculpem, mas não tenho de aturar isto.
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| Gwyneth Paltrow |
E isto é só a ponta do icebergue - são incontáveis os sites ligados ao bisbilhoteiro do Facebook, mortinhos por contar ao mundo "a Sissi gosta disto" ou pior, "a Sissi esteve aqui". Sobre aquela opção esquisita que permite localizar-nos prefiro nem falar. Medo, muito medo. Pior do que isso, só o Google Earth a mostrar casas privadas em detalhe.
E não me venham com o argumento " podes desactivar essa opção". Algumas são difíceis de desactivar. Outras não percebemos para que servem e quando percebemos já é tarde.
Mas a parte mais chata é que o FB parece ter sido criado por ingénuos que não conhecem o mal que vai por este mundo. A facilidade - superior a de outras redes sociais - com que amigos de amigos de amigos (nem todos amigáveis) têm acesso a informações pessoais é assustadora. Mesmo com cuidados redobrados. A possibilidade de comentar tudo faz com que conhecimentos de circunstância, muitos deles dispensáveis, se desenvolvam numa velocidade vertiginosa. Permitem-se familiaridades que de outro modo seriam inconcebíveis. Geram-se equívocos. O Facebook exige muita cautela para não deixar de ser o que realmente é - uma ferramenta. Num rápido giro pela minha página - entre amigos a sério, contactos de trabalho, família, colegas, antigos colegas e conhecidos - cheguei à conclusão que não conhecia um bom número das pessoas que ali estavam. Algumas talvez passem por mim na rua sem me reconhecer, nunca comentamos o mural uns dos outros, até pensam que sou uma parvalhona, mas acham giro ter mais um cromo para parecerem muito requisitados. Salvei os que me pareceram razoáveis (conhecem-me do tempo das cantigas, ou por causa do blog, ou dos livros, etc) e os restantes que me desculpem. Principalmente aqueles que querem uma página no FB, mas têm um urso no lugar da fotografia. Há que prezar a privacidade, mas isso já é exagero.
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