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Tuesday, March 13, 2012

O jacó

Será este o "jacó"?



Em Coimbra é comum chamar-se "jacó do lixo" ao caixote do dito. As primeiras vezes que ouvi a expressão  achei-a deveras cómica. Lá em casa não a utilizávamos: foi sempre caixote, contentor, cesto, lata...
O certo é que ninguém me sabia explicar o porquê de darem ao caixote do lixo nome de gente, embora se levantassem algumas hipóteses (como ideias anti semitas, por exemplo).
Há tempos ouvi uma teoria que me pareceu mais plausível: parece que, quando a Câmara de Coimbra decidiu organizar o sistema de recolha de desperdícios, o responsável pelo projecto era um senhor chamado Jacob. E o povo, vendo os novos contentores, ia dizendo " cá estão as coisas do jacó" ou algo semelhante. Para abreviar, alcunharam-se assim os caixotes, e foi ficando...A isto se chama passar à posteridade de maneira pouco perfumada. Pela mesma lógica, podemos muito bem dar ao caixote do lixo nomes de pessoas desagradáveis. " Vou pôr estes  papéis sujos em fulano, " despeje o conteúdo de sicrana no contentor da rua, por favor" ou até "não atires os pacotes vazios para o beltrano, leva-os ao ecoponto"! É um bom exercício, e nunca se sabe se a criatura passa à história como sinónimo de dejecto....

3 comments:

Just José said...

Ah Coimbra...
Gosto muito de Coimbra! Estive aí a estudar medicina, primeiro em casa de uma tia minha que já faleceu, morei na Solum. Depois mudei-me para uma República na Av. do Brasil, já no início da "estrada da Beira". Fui fundador dessa República com outros colegas. Já não existe, chamava-se "Principado Bú-falos Bílis".

Mas a minha ligação a Coimbra teve mais vertentes. Assim, em Coimbra...

... conheci a minha ex-mulher e mãe das minhas filhas, ela era de Leiria e formou-se aí em Psicologia.
... casei-me, a cerimónia teve lugar na República. :P
... tive o primeiro emprego em Coimbra.
... comprei a minha primeira mota em Coimbra (quem quer ser bad-boy tem de ter uma mota eheh)

Coimbra forever!

http://youtu.be/79i2OuIpZI8

Imperatriz Sissi said...

Que curioso, não o imaginava a co-fundar uma república. Sempre simpatizei particularmente com a "prá-kis-tão" e "ras´te parta" devido aos nomes- verdadeiramente deliciosos!
Mas casar numa república é deveras original. Saíram da cerimónia na mota? ;)

Just José said...

Ahah por acaso não... o copo-de-água foi no restaurante das piscinas, ali ao pé. :P

Mas posso dizer-lhe que o conservador do registo civil casou-nos na sala da República e tinha um crânio sobre um armário e um caixão em pé ao canto, que era para as praxes aos caloiros!

Só em Coimbra, mesmo! :D

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