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Thursday, October 4, 2012

Em modo pós- abarduzido



A lata de algumas pessoas. O descaramento. A desfaçatez. A cara podre, de pau, de gato. O atrevimento. A descontracção ao dar o dito por não dito. O disparate pegado. O "isso não é nada comigo", o " gosto muito de ti mas podem atirar-te todos os ovos do aviário desde que nenhum me atinja", o "amanhã verei que agora estou tão descansadinho, com a minha vidinha tão arranjadinha, incomodar-me para quê?" e o " pelo bem que lhe quer, até os olhos lhe tira". São coisas que por mais "mundo" que se tenha, por mais que se viva, por mais seres que se conheçam nunca deixam de nos pôr a alma parva. E uma pessoa vai deixando andar, a ver o que acontece, a pensar na melhor solução -  porque afinal tem mais em que cansar a cabeça, outras coisas para resolver. Mas a parvoeira vai-se acumulando, que nem uma bola de neve, enredando-se em nós como teias de aranha, contagiando as pessoas sensatas. Desconfio que, como uma certa personagem de Zola, vou fazer uma limpeza completa muito em breve, que as que estão feitas ainda não chegam.

2 comments:

Tamborim Zim said...

Desses serzinhos exige-se é distância, mais do q qqer solidariedade ou empatia. É por isso q as palavras de Cristo "Se não és por mim es contr amim, quem comigo não junta espalha", ecoam muitas vezes na minha cabecinha.

Imperatriz Sissi said...

Excelente frase! Costumo dizer " ou César ou nada" mas essa, do Divino Redentor, é brilhante.

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