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Wednesday, October 17, 2012

Falar para o boneco do Multibanco



Desde pequena que tenho um certo fraquinho pelo boneco do Multibanco. Tão querido, tão gentil, tão fofinho, sempre preocupado com as pessoas (até faz uma cara tristinha quando a máquina está avariada e é obrigado a mandar o utilizador chatear o Multibanco mais próximo). 

     Porém, quem embirra com ele (e conheço algumas pessoas assim) acha que a mascote do ATM - que tanto quanto sei, não foi baptizada - põe aquele sorriso quiducho porque está sempre com alguma na manga e se delicia a dar más novas ("andaste a abusar do cartão de crédito, ora toma que é para aprenderes, estoura vergas" ou " o teu saldo só te permite levantar X, seu pobretanas") a quem procura os seus serviços, além de cobrar uma taxa de não sei quanto dinheiro por cada sorriso e piscadela de olho que dá. Para esses, o bonequinho do MB é um maroto e um escroque. Os pessimistas que implicam com o ar positivo e bem disposto do ATM mais sorridente da Europa - em alguns países, bastante prósperos por sinal,  o multibanco não tem cá bonecos; só umas setas carrancudas e lentas como o raio a indicar as operações num monitor velho e decrépito, o que me faz pensar se Portugal não terá andado a levar o dinheiro na brincadeira estes anos todos - viram finalmente na crise a oportunidade de se vingar de anos e anos de embirração passiva. Agora reclamam com razão, e quem é o bode expiatório? O boneco que se limita a cumprir ordens, ora pois. Como não são de modas, a retaliação faz-se logo nas redes sociais, com retratos difamatórios em que a mascote é apresentada como o vilão de serviço ou vê levantadas suposições em relação à sua intimidade. Ódio velho não cansa. Ou matem o mensageiro, que é capaz de ser mais exacto...




                   

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