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Sunday, October 21, 2012

O casamento do Príncipe "mais chato", parte I

                                         
Não costumo dedicar espaço a este tipo de temas, até porque casórios são um assunto a ser tratado nos lugares certos. Porém, o casamento de Guilherme, Grão-Duque de Luxemburgo, deu-me que pensar. As simpáticas palavras que dão título a este post são da revista Sábado, o que levanta questões relativamente aos critérios de algumas senhoras que escrevem, e àquilo que a sociedade actual valoriza.

"Nem festas delirantes nem férias extravagantes. Nem declarações disparatadas nem namoradas em série. Os paparazzi não o querem para nada. Guilherme do Luxemburgo, 30 anos, é o último príncipe herdeiro solteiro das 10 monarquias europeias – e só se fala dele agora porque vai deixar de o ser. Depois dos casamentos dos príncipes William de Inglaterra e Alberto do Mónaco, em 2011, é a vez de Guilherme, na próxima sexta-feira, dia 19. E este breve interesse pelo primogénito do grão-duque Henrique e da grã-duquesa Maria Teresa Batista deve acabar logo depois da cerimónia. É que nada faz prever uma mudança na sua vida de príncipe certinho (e chatinho). Exagero? Veja-se esta monotonia – pelos padrões da monarquia britânica, por exemplo: foi escuteiro, toca piano, fala francês, inglês, alemão e espanhol, os seus livros favoritos são tratados filosóficos e romances históricos".



Estudar antropologia, ser discreto, maçar de morte a imprensa del corazon (garantindo que não tem vantagens em aproximar-se) e gostar de romances históricos parecem-me excelentes qualidades.  Mas que sei eu, que ainda sou das que pensam que o papel de um príncipe não é dar espectáculo nem entreter o povo com figuras tristes, e sim pugnar pelo povo...
Quer-me parecer que o valor de um homem - e de um príncipe herdeiro, demais a mais - mede-se pelos seus feitos na guerra (se for caso disso) e pelas boas obras em tempo de paz. Importa que seja valente, digno, firme, bondoso e de espírito nobre, colocando os outros em primeiro lugar. Enfim, ainda sou da velha guarda que encara os playboys com certo desdém, em modo " olha, aquele já se estragou" ou "que decadência". E acho francamente estranho que o público espere tais coisas. Um representante de uma Casa Real não é uma rockstar, nem um herdeiro do petróleo. Tem uma grande responsabilidade - ainda que simbólica - e se cair em vícios como qualquer mortal, convém que os mantenha em segredo. Se o que é considerado normal e interessante é que se rebaixe às atitudes de um qualquer jogador da bola, estamos mal. Concluo que pensar assim faz de mim uma grande chata, mas tenho dificuldade em confundir dissipação com sofisticação, ou em alegrar-me com escandaleiras....





4 comments:

Tamborim Zim said...

Pois é Sissi, pois é! E o que é p os principezinhos, assim parece ser p os entes em geral. Bandidos, corsários, piratas e estafermos são adulados, e os limpos de coração, meditabundos e sensíveis são desprezados. Mas nós, últimas moicanas do bom senso, do bom gosto e da revolução das sensibilidades, tudo mudaremos Sissi, tudo mudaremos!;)) Beijis.

Imperatriz Sissi said...

Já o tenho dito, Tamborim, urge escrever um Manifesto. Uma geração que consente fazer-se representar por "féshions" e reality shows é uma geração que nunca o foi!

Tamborim Zim said...

Muito, muito bem dito! Contai comigo!

Papoila said...

Concordo, acho que é tudo pessoas sem opiniao.

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