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Tuesday, October 23, 2012

Puxar pela cabeça dá nisto



Imaginemos que ao longo de um dia ocupado, os meus neurónios andam a dançar a roda, todos de mãos dadas. A certa altura, um deles zanga-se com o vizinho do lado; trocam os passos da quadrilha e desatam à estalada um ao outro, arrastando os que estão imediatamente a seguir. Dali a nada a confusão é geral, ora chocam ora se empurram, partem garrafas na cabeça do companheiro, as neurónias fogem a gritar, é uma autêntica cóboiada. Os dendritos não passam as mensagens de um lado para o outro, os estímulos saem pelos ares em vez de chegar ao seu destino e os pensamentos não correm como deviam. Parece que a minha cabeça, que até há instantes fervilhava de raciocínios úteis à minha pessoa (e à humanidade, quem sabe?) fica vazia - ou pior, todas as ideias brilhantes se atropelam, todos os sentimentos bons que ali andavam há minutos se confundem numa núvem de irritabilidade tal que o único remédio é dar uns tiros para o ar, impor a ordem e fechar o saloon. Amanhã há mais, que eu não gosto cá de desacatos destes. Nunca tiveram sensações parecidas?

4 comments:

O Sexo e a Idade said...

Já, já e não o conseguiria descrever tão bem como tu!
Às vezes é demais!

Just José said...

Ahah Sim, a mim aconteceu-me uma vez, quando fui passar uns dias ao Sobral Cid :))
(Isto é uma inside-Coimbra joke)

Maria Pitufa said...

Já sim sem duvida!! É curioso porque eu quando estou com os olhos muito cansados, costumo dizer na brincadeira que estou a olhar para o pc, ou para os livros e já vejo as letras a darem as mãos e a fazerem rodinhas de dança!! :)

Tamborim Zim said...

Familiar. Familiar, diria.;)Fabuloso. Que se feche o saloon.

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