Recomenda-se:

Netscope

Friday, November 9, 2012

As coisas que eu aprendo ao blogar #1: arrasar corações sem esforço

               
Com o Imperatriz a crescer um bocadinho, constato - e é uma curiosa sensação -  que os meus desabafos, momentos criativos, raciocínios e devaneios chegam a muito mais pessoas do que há uns tempos atrás. Isso é giro (como não sou blogger de andar a contar a minha vida privada e a dos outros, não há nada de assustador na questão) e a partilha de informação com os amigos que me lêem permite-me aprender coisas que não me passavam pela cabeça ou comprovar coisas de que eu suspeitava, mas não tinha a certeza.
 Não falo só de quem tem a amabilidade de comentar aqui ou no Facebook, mas também de quem me contacta em privado a dar a sua opinião sobre este ou aquele texto (how cool is that?). Desta feita, o artigo sobre o trench coat da Penelope Cruz surpreendeu-me pelas reacções masculinas que provocou. A combinação gabardina ou casaco de laçada + qualquer coisa por baixo + pump ou stilettos é tão velha como os montes. Numa versão mais sofisticada (para a noite ou eventos) ou casual (para uma reunião de trabalho) uso-a incontáveis vezes. É o mais prático, à prova de chuva, vento e  mais coisas chatas e fica elegante sem canseiras- desde que o casaco e o resto sejam de qualidade, vá. Depois, sejamos francas: um bom trench coat combina praticamente com tudo. O que eu não me dava conta, ou pelo menos não considerava importante, é como esse coordenado desperta a imaginação masculina. Então não é que os marotos, onde uma pessoa na sua candura só vê um conjunto giro, desatam a pensar " oh la la, o que terá por baixo, se é que tem alguma coisa?". 
 Realmente, a criatividade do sexo forte não tem limites e comprova-se a velha teoria "eles só querem ver o que está coberto". Bem que o meu irmão me avisa. Temos intermináveis discussões do género "não percebo que graça acham a revistas como a Maxim: as fotografias são bonitas, mas só se vê o mesmo que se vê na praia" ao que ele responde invariavelmente "nãaaaaaaaaaaaaaaaaao, o contexto é inteiramente outro. Não te passa pela cabeça as malandrices que eles são capazes de imaginar por uma coisa de nada". Dou a mão à palmatória!

Por isso, tiro daqui duas práticas e sensatas (pelo menos eu acho) conclusões:

a) Para não atrair atenção indesejada, o melhor é as meninas abrirem um pouco a gabardina quando andarem por aí minding your own business, vulgo "sim, tenho uma toilette com estilo mas há mais roupa dentro do casaco. Não queriam mais nada?"

b) O efeito ingenuamente fatal desse coordenado pode ser capitalizado quando se facto se deseja obter atenção. Por isso, mais uma vez se comprova que para impressionar a vossa companhia num encontro, menos é mais. Não há necessidade de parecer vulgar nem de horas intermináveis a ensaiar fatiotas. Não mostrem pele: mantenham é o casaco fechado durante a primeira meia hora pelo menos, de modo que o vestido, ou a saia e o top, estejam escondidos. O look ideal é mais ou menos assim:

Toilette fatal em 5 minutos



Obrigada pela dupla informação, cavalheiros!



11 comments:

Just José said...

Ahah Mas olha que embora eu tenha uma imaginação fértil, nessa discussão com o teu irmão estaria do teu lado: quando era adolescente e consumia revistas de gajas nuas, preferia a Penthouse (que tinha uma perspetiva wide open, mais hard) à Playboy... é que gastar por gastar mais valia comprar uma em que se visse algo que não se vislumbrava na praia... Mas se calhar é o meu lado de homo cientificus curiosus. Mas assim não tinha de cansar-me a imaginá-las despidas: imaginava o que faria com elas... :P

Quanto à gabardina, sabes que há aquela fantasia clássica em que ela se aproxima, imperial e com passo seguro, pára mesmo à frente dele com as pernas em "A" e começa a desapertar a gabardina, devagar... :)

Quanto às gabardinas que apresentas, eu escolhia a da direita. Os sapatos são espetaculares, dasse! Lá está, com a necessidade de fazer cortes e poupar, eu propunha à potencial leitora adquirente que não compre tudo, cortando no vestido, na carteira e na saída à noite. Aliás com este frio, porque não ficar em casa com o seu parceiro ou parceira ou ambos? Refletindo sobre as teorias diabólicas de LaVey, por exemplo. E praticando alguns "rituais" hedonistas, why not? :)

Fashionista said...

ah ah adorei as sugestões! Portanto, tudo fechadinho quando for jantar com o marido! Já anotei!

Tamborim Zim said...

ahahahah Jeitosíssimo post! E muitos parabéns pela expansão da Imperatriz Sissi. Merecidíssimo, blog a degustar com todo o gosto! Beijinhos.

Imperatriz Sissi said...

E pronto, já sugeriste um programa anti crise às senhoras que por aqui passam :D
Ainda bem que há um ser do sexo masculino que percebe a minha perspectiva quanto às revistas. Ou então não és daqueles que vê "maldade" em tudo, excepto onde ela realmente está...enfim, um homem prático.
E sim, esse número da gabardina é quase mitológico na cultura pop, mas ora, uma pessoa não pensa nisso quando a usa para sair à rua. É lá daquelas coisas em que os Homens são de Marte e as Mulheres de Vénus...

Imperatriz Sissi said...

Boa :D
Beijinhos.

Imperatriz Sissi said...

Thank you, my fine friend ;)

Just José said...

Eheh Essa proposta de gestão do orçamento para vestuário foi a minha pequena contribuição masculina para o teu blogue, tu mereces. =)

Quanto ao mais, sim percebo a tua perspetiva, acho que as Maxims e afins não são carne nem peixe, nem revistas de fotografia de qualidade como a Photo (que normalmente continha fotos belíssimas de nudez), nem revistas de nudez explícita/porno de qualidade. São apenas um produto medíocre, that's all.

Quanto à "maldade", isso dava pano para mangas... é que esse substantivo que usas, "maldade", tem uma carga moral muito grande.

Por "maldade" referes-te a sexo/insinuação sexual/libidinosa? Então porque não "bondade"? O sexo é algo mau, pecaminoso? Há quem diga que sim... e a tua formação religiosa também...

Se pegarmos nesse adjetivo aplicado ao sexo e começarmos a puxar, ainda nos aparece um padre ou uma freira.... e se continuarmos a puxar dentro da psicologia do padre e da freira ainda nos aparece um daqueles que gostavam muito das crianças da catequese e afinal a "bondade" era "maldade". É complicada a psicologia humana.

Mas claro que não vejo "maldade"/insinuação sexual em tudo. Se te visse com aquela gabardina preta na rua em tempo de chuva claro que não via insinuação sexual nisso nem imaginava nada lol. Mas se uma mulher se aproximasse de mim com olhar "demoníaco" e um sorriso nos lábios, usando a mesma gabardina mas numa biblioteca pública vazia onde só estivesse eu a ler Freud, aí se calhar via a coisa de outra forma ahah

Já agora relembro aqui outro post teu muito engraçado:
http://jessi-aleal.blogspot.pt/2012/09/para-quem-se-vestem-as-mulheres.html

Afinal será que as mulheres se devem vestir com um pouco de "maldade"? Sim claro e na minha escala de Valores as mulheres que o fizerem são "bondosas" e não "maldosas". :P

Imperatriz Sissi said...

LOL José, considero é o termo "maldade" muito engraçado. E bem vistas as coisas, sem a carga moral perde-se o mistério todo. Não concordo que revistas como a Maxim não tenham qualidade, só acho que não há rigorosamente nada de especial nas fotos, falando em termos de sensualidade. Exceptuando alguns aspectos (certas poses ou visuais) quase podiam ser simples fotografia de moda. Não vejo a "maldade" nelas. Quanto à "maldade" no vestuário, depende. Se não cair na vulgaridade, porque não? Alguns especialistas dizem que a sensualidade subtil desperta a gentileza de toda a gente, e não só do sexo oposto. A beleza dispõe bem, tal como a fragilidade feminina (parecer "desprotegida" é um truque muito velho) a simpatia, certos aromas (aqui há tempos provou-se que o cheiro a pão quente dispõe bem as pessoas e começaram a usar ambientador com cheiro a padaria nas lojas para as levar a comprar mais)e tantas outras coisas que falam às necessidades ancestrais do ser humano. Pelo sim pelo não, quando for à biblioteca não uso gabardina... ;)

Imperatriz Sissi said...

E a PHOTO era uma revista fabulosa. Que é feito dela?

Just José said...

Ah o PHOTO ainda existe (http://www.photo.fr/) eu é que nunca mais comprei e não sei a linha editorial mas presumo que continue a conter sempre algumas fotos de nu com grande qualidade.

Quanto à Maxim aquilo era fraquinho, mesmo a nível das modelos, mas sinceramente não folheio uma há bastante tempo, posso estar a ser injusto e aceito a tua opinião até folhear uma de novo.

Concordo contigo, a "maldade" é muito engraçada... ;) Mas podemos perfeitamente ter mistério sem carga moral. Olha lembrei-me agora das feiticeiras, sempre retratadas como amorais mas sempre muito misteriosas... Para termos mistério precisamos de segredos, enigmas, do Desconhecido... não será necessária a moralidade.

Mas olha que se lhe chamássemos "bondade" também era giro. Imagina na cena da biblioteca (e recordei-me agora da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, onde de facto li Freud) se eu dissesse à mulher que se aproximava da forma que descrevi "Mmmm bondade sua..." LOL

Quanto a não ires à biblioteca de gabardina só te digo que não sejas assim maldosa e vai, sê bondosa... ;)

Fanzine Episódio Cultural said...

A 19º EDIÇÃO GRATUITA DO FANZINE EPISÓDIO CULTURAL ESTÁ SENDO DISTRIBUÍDA EM FORMATO PDF.
CASO DESEJE RECEBÊ-LA, INFOEM SEU E-MAIL, OK? OU ESCREVA PARA machadocultural@gmail

FALE COM CARLOS (poeta/editor)

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...