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Wednesday, November 28, 2012

Mais um tipo de pessoa a evitar: MÍSSIL TELEGUIADO

                                 
É muito provável que já se tenha deparado com um indivíduo míssil teleguiado sem se aperceber. Este projéctil humano parece, num conhecimento superficial, uma óptima pessoa e um relacionamento a manter. Tem uma aparência impecável, demonstra grande personalidade e adora expor como é poderoso e influente. Tal como um míssil, parece invencível, forte, seguro, e anda sempre a  mil à hora - o que torna a sua identificação complicada de fazer. Só com o tempo é possível detectar a sua verdadeira identidade, e as diferenças que o (a) separam de uma fascinante bomba por mérito próprio. O míssil teleguiado humano tem muita carga útil (explosiva, química, incendiária, biológica ou na maioria das vezes, de massa inerte, como um míssil de propaganda que espalha papelinhos) mas como teleguiado que é, obedece a um comando externo
Family in livingroom, father and son playing with playstation
Manda o palerma para a esquerda! Agora para a direita! Agora vamos mandá-lo zangar-se com o Manel e cortar relações com a Carolina! E agora dá um soco no Jaquim! E pede namoro à Leonor! Não, não, agora larga a Leonor! Boaaaaaaaaaaaaaa.....lá vai eleeeeeeee ....acertou! BOOOOM!!! pontuação máximaaaaaaaaa!
                         
Ou seja, o seu reactor só funciona quando controlado por terceiros: o míssil obedece sempre ao leme exterior e só dispara quando é enviado e guiado por iniciativa de alguém, para estourar no sítio onde terceiros bem entendam. Causa estragos e o pior é que nem é por vontade própria  -  coisa que não faz ideia do que seja. A pessoa míssil só tem garganta, bravata, basófia e quanto ao seu poder pessoal, é tudo pólvora seca: obedece à sogra, ao tio, ao padrinho, aos amigos, ao patrão, a qualquer um que lhe deite a mão ao telecomando (salvo seja, que eu de armamento não percebo nada) e se a meio da trajectória outro comandante se apoderar do joystick (salvo seja) e o enviar na direcção exactamente oposta, aí vai o míssil a direito, disparado, como se não fosse nada com ele, para espanto de quem ainda há dias o ouviu jurar pela Bíblia que nunca tomaria aquele caminho. A não ser que o (a) amigo (a) leitor (a) seja um maníaco do controlo, um ás da manipulação que se compraz na extenuante tarefa de influenciar quem o rodeia, e tenha paciência para disputar o comando do projéctil desmiolado com outros maníacos do controlo sem vida própria e mais nada para fazer, assegure-se de que passa longe dos mísseis teleguiados. Apesar da pólvora seca, os estilhaços dão muito trabalho a limpar...

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