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Saturday, December 15, 2012

A Bela - e fatal - Otero

                              
"As mulheres têm uma missão na vida: ser belas"

Ela tinha olhos negros de derreter uma pedra, uma figura escultural e um sex appeal que levava os homens a matar ou morrer por ela. Agustina - mais tarde Carmen, ou Carolina - Otero dizia-se filha de um fidalgo espanhol e de uma cigana andaluza. Verdade ou mentira, os seus admiradores compravam a lenda, e estavam dispostos a pagar a peso de ouro cada olhar da perturbante beldade. Nasceu num lar empobrecido; trabalhou como criada; na infância foi vítima de um ataque brutal que a deixou estéril - e talvez por isso, decidiu nunca se deixar dominar por homem algum. Aos treze anos, fugiu de casa com o seu namorado e parceiro de dança, Paco, para iniciar uma carreira como bailarina nos salões de Lisboa. Aos catorze, terá casado com um conde italiano que a perdeu num jogo de cartas. Mas foi em Paris, nas Follies Bèrgere, que criou o seu próprio mito: em poucos anos, era uma das mulheres mais desejadas da Europa. Os homens mais poderosos do planeta lançavam-se, literalmente, aos seus pés.
Os Reis da Sérvia, de Espanha, de Inglaterra, os Grão Duques Pedro e Nicolas da Rússia e o Duque de Westminster foram alguns dos seus amantes ilustres, dispostos a abrir mão de tudo por ela. Cobriam-na de jóias, de casas luxuosas, de carruagens, de banquetes de caviar e ostras com as respectivas pérolas...por volta de 1894 era tão rica que recusou 10 mil francos a um milionário americano para lhe dar o prazer da sua companhia. O infeliz suicidou-se...um de vários a preferir uma bala à humilhação da sua recusa - ou do seu abandono. Detinha sobre os homens que a amavam um poder hipnótico, intoxicante. Diziam que uma vez tendo reparado nela, era impossível desfitá-la. Por volta dos cinquenta anos, A Rainha das Cortesãs ainda continuava a destroçar corações. Morreu aos 97 - levava então uma existência relativamente  modesta e solitária, embora sem cair na miséria como a maioria das suas colegas. Ficou o ícone - que podemos ver a executar uma das suas famosas danças numa das primeiras produções cinematográficas da história.



3 comments:

Alice said...

Muito interessante!
;)

didi said...

Que início de vida triste :-/ felizmente conseguiu superar as dificuldades e marcar muitas pessoas!

Imperatriz Sissi said...

@Alice Muito obrigada :D Beijinho.
@Didi Mesmo...ela encontrou formas de dar a volta...usou os seus traumas para criar forças em vez de fraquezas, e isso é admirável. Os métodos podem ser mais ou menos reprováveis, mas não havia muitas opções naquela época. E o estilo dela era arrasador.

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