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Wednesday, December 19, 2012

As coisas que eu ouço: substitutos, clones ou imitação barata?

Ex namorada; actual namorada. Tão parecidas como, por exemplo, Minka Kelly e Leighton Meester. Go figure.
Tenho perdido a conta às vezes que ouço amigas (e amigos) queixarem-se: "vejam lá bem que o meu ex namorado (a)/ marido/ mulher foi arranjar alguém super parecido comigo". Ou pior um pouco: "aquele (a) infeliz traiu-me...e queres saber a melhor? A (o) outra (o) é parecido (a) comigo. Mas isto tem algum jeito? Para isso, ficava com (o) original e era escusado tanto drama! " . E já ouvi mesmo dizerem a um senhor "mas aquela é a sua nova mulher? É igualzinha à anterior...foi trocar para quê?". 
Celebrities Who Look AlikePor vezes, a parecença é realmente acentuada: o (a) ex e o (a) actual podiam passar por gémeos ou irmãos. Outras, por primo (a)s. Noutros casos ainda, há semelhanças mas a nova versão é - sejamos francos - um pouco tosca, como uma imitação barata, desencantada à pressa - como acontece quando destruímos o sapato que tínhamos planeado com tanto carinho para usar com certa toilette e temos de correr, à última da hora, todas as lojas para encontrar qualquer coisa no mesmo género que "quebre o galho". Finalmente lá acha um par que não é tão bonito, nem tão elaborado, exclusivo ou requintado, mas faz a parte para não irmos com algo que destoe completamente. Desenrasca, mas não é a mesma coisa.

                               
  Está certo que, regra geral, todos temos - física e psicologicamente - "o nosso tipo ideal". Por estes lados, posso dizer que a fórmula moço alto e espadaúdo + cabelo para o comprido com franja a cair sobre o rosto + feições cinzeladas e nariz com personalidade+ cara expressiva chama-me sempre a atenção. Mas dentro disso há o moreno dramático, o louro com ar de rei celta, o cavalheiro misterioso e carismático que parece o Ralph Fiennes, só para ilustrar alguns "modelos" a que posso achar graça. Ou seja, mesmo que se goste de um determinado género -e se cinjam os relacionamentos a pessoas que se encaixem nele - há sempre bastante por onde variar. Por isso acho estranho quando as pessoas não apresentam um certo número de relações na sua vida, mas...um maço de fotocópias
Certos cavalheiros mais velhos (e mulherengos) casam mesmo, sucessivamente, com versões mais jovens da mesma mulher. Claro que nada bate a original, nem o amor de juventude, e os objectivos das que se vão seguindo vão sendo menos românticos à medida que os anos passam, mas cada um sabe de si...
A meu ver, há - além da preferência pura e simples - duas razões para que isto aconteça:

1- Dizem que as pessoas procuram, de forma inconsciente,  alguém que se assemelhe a uma figura do sexo oposto importante na sua vida. Por exemplo, um rapaz cuja mãe é carinhosa, baixinha, delgada e loura vai provavelmente achar graça a raparigas com as mesmas características. 

                                             

2- Desgosto amoroso: há quem procure um amor perdido em cada novo relacionamento. Isto pode acontecer imediatamente e ser temporário, ou prolongar-se por toda a vida. Em ambos os casos, trata-se de uma péssima manobra de diversão:  não funciona para quem procura "a cópia perfeita" nem para os parceiros que vai arranjando, que nunca são amados por quem são, mas sempre em termos de comparação com outra pessoa. Não existem clones, por mais que dois indivíduos se pareçam. O lugar comum " quem me fez partiu o molde" aplica-se a toda a gente. Encontra-se "alguém que lembra" física e/ou psicologicamente aquela pessoa, mas falta sempre qualquer coisa. Até porque na ânsia de "substituir" rapidamente o "parceiro ideal" que se perdeu, de simbolicamente o  ter por perto, por vezes só se encontram, de facto, "cópias baratas". A culpa não é delas, e cada um tem as suas qualidades - simplesmente, não é a mesma coisa. Cada indivíduo, e o impacto que tem ao criar um relacionamento com outro, é um universo único em si próprio- e isso não é, nem pode ser, substituível.



















8 comments:

Colour my life said...

Mais uma prova da nossa eterna estupidez. :)

menina lamparina said...

O pior exemplo disto que falas foi a lata que o meu ex teve em dizer-me que a sua actual era uma versão de mim mais velha. Fiquei tão ofendida... Eis que a moça tem ares de traveca brasileiro (nada contra), um cabelo mal desfrisado e usa constantemente uma maquilhagem garrida que em nada se compara com a minha onda... mas como é mestiça, alta e usa o mesmo perfume que eu, pronto. Bah.

Urso Misha said...

deve ser alguma especie desviante de sindrome de estocolmo...

Mas aí fotos que se não dissesses que eram pessoas diferentes, para mim eram a mesma pessoa

Imperatriz Sissi said...

E há muito quem caia nisso, e se contente com a cópia contrafeita. Triste...

Imperatriz Sissi said...

Traveca Brasileira *eheheh, ya now what I mean :D* Isso é que é insulto. Só por essa mereceu passar a ex. Além de ser gomem da fotocópia, ainda é vesgo? Beijinho.

Imperatriz Sissi said...

*homem*

Imperatriz Sissi said...

Sim, há umas quantas que também me confundem sempre. As meninas da segunda imagem, a cantora das Pussycat dolls e o Javier Bardem com o outro actor (o nome escapa-me agora)...é quase impossível dizer quem é quem.

Maria Pitufa said...

Eu sei que não tem nada a haver com aquilo que escreveste e que li com muita atenção. Não faço ideia como são as namoradas dos meus ex namorados... mas aquilo que eu vinha mesmo aqui dizer é que o Javier Bardem deixa-me com falta de ar!!!

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