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Friday, December 7, 2012

Coisas que me fazem urticária: canções de Natal tristonhas


                      
Eu adoro o Yule e o Natal, apesar de achar a quadra inexplicavelmente melancólica. O meu espírito natalício é tão brilhante que eu podia ser ajudante do Pai Natal, embalar o Menino Jesus e puxar o lustro à Estrela de Belém. Mas se há coisa que me faz murchar o ânimo - para além da crise e da amargura que anda na boca do povo - são as versões pseudo soul ou pseudo modernaças, comercialonas, maçadoras, tristonhas e em colectânea dos clássicos de natal que os centros comerciais insistem em passar. Há canções tradicionais (e versões das mesmas) que me arrepiam, como esta:
Também gosto muito de Oh Little Town of Bethlehem, Adeste Fideles, Do you hear what I hear?, Oh Holy Night e do Natal Africano (o que eu adorava cantar essa canção quando era pequena!). Ou esta, aqui transformada em animação pela Runkin Bass, que produzia os filmes de Natal mais encantadores de todos os tempos. Ainda hoje os vejo com especial prazer:
"The Life and adventures of Santa Claus", com o seu enredo mitológico e canções maravilhosas, continua a ser o meu "momento televisivo de Natal" preferido. Se não conhecem, não sabem o que perdem:
A questão é, se não for para fazer algo de maravilhoso (a versão de Christina Aguilera de Oh Holy Night é uma das minhas favoritas, embora fuja ao tradicional) mais vale deixarem-se estar quietos e cingirem-se ao original. Canções de Natal ou hão-de ser majestosas e triunfantes (o Rei nasceu, hello, Aleluia?) ou alegres, ou doces. O que eu não suporto é ouvir uma e outra vez, vá onde for, milhares de interpretações - todas diferentes, e todas terríveis - de temas já batidos. Algumas, ainda por cima, são tão deprimentes e enfadonhas que mais parece que aconteceu um cataclismo qualquer, em vez do nascimento de um Deus; ou que está toda a gente chateada, vulgo "nasceu o Menino Jesus, mas que maçada! Agora já não podemos andar à nossa vontade. Cantem baixinho e não o acordem senão lá temos de mudar fraldas".  Parecem umas almas penadas a gemer e a arrastar correntes...nada adequado!



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