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Monday, December 31, 2012

Dicas de estilo fundamentais a lembrar antes do fim do ano:



2012 foi um ano de grandes remodelações, ajustes e arrumações. Depois de bastante trabalho, tenho o closet quase como queria. 
 Aqui no blog, também se falou bastante sobre elegância intemporal, compras sensatas, tirar partido do nosso tipo...enfim, sobre como organizar a nossa roupa, o nosso estilo e a nossa vida para aproveitar ao máximo, sem esforço, com menos custo e tempo os nossos dotes e recursos. Adorei escrever esses posts porque ao fazê-lo, também organizei as minhas ideias e recordei dicas para mim. Por vezes, não cair no "faz como eu digo, não faças como eu faço" é um desafio trabalhoso! O mais curioso é que há sempre coisas a melhorar ou modificar...e quando damos por nós, estamos a acrescentar novas regras ou a reparar em pequenos truques que nos ajudam.
Ontem dei-me conta de mais um, que de certa maneira resume tudo:

Há que arrumar o closet (e tudo o que se relaciona com ele) de modo a deixar as coisas À VISTA. Roupas, carteiras, sapatos, etc...que não se vêem, é como se não existissem de todo. É preferível ter tudo menos dobradinho e compacto (desde que esteja direito) mas manter todas as peças ao alcance dos olhos. Sei que não é fácil quando se tem muita coisa, mas sem isso nada feito.

Outra ideia que me ocorreu no seguimento de uns raspanetes que fui obrigada a passar: há que haver coerência

Ou seja - ou bem que uma pessoa é espartana e prefere ter pouca roupa, mas boa (logo, tem desculpa para repetir muitas vezes o mesmo) ou que compra muitas coisas mas tira partido delas. Ter ziliões de casacos no armário, por exemplo, e andar sempre com os mesmos por preguiça de se aventurar naquela selva, não dá. É um desperdício e na época que se atravessa, é ainda mais necessário dar uso àquilo em que se investe dinheiro. 

Por fim, cada vez mais é preciso espírito crítico no que concerne à moda. Vivemos uma fase de grande criatividade, em que praticamente tudo é permitido, com o regresso de formas, materiais, cores, silhuetas e padrões que há muito tinham saído de cena, e a introdução de constantes novidades. Isso é óptimo porque permite a personalização e a individualidade - mas por isso mesmo, é um pecado que se adoptem cegamente tendências. A Moda está na moda e de repente, toda a gente parece ter algo a dizer sobre o assunto. Os "gurus" e referências multiplicam-se, nem todos com verdadeiro sentido do que é esteticamente correcto, ou mesmo daquilo que é ou não de boa qualidade. Mais do que nunca, exige-se sensibilidade e olho vivo. Só porque o personal stylist das celebridades diz que algo é o máximo, não quer dizer que tenha razão. Como em todas as áreas da vida, nem todos são isentos...e há sempre quem precise de óculos. Ora vejamos dois exemplos de fugir:

                                        
O videoclip da nova cançoneta de Christina Aguilera tem tanto pecado junto que nem sei por onde começar. Não vou alongar-me sobre o ar barato e exagerado dos materiais, cores e maquilhagem: vejam vocês mesmos. Também não vou passar sermões quanto à "classe" dos looks, ou à mania da menina de se apresentar como a última das strippers (sem ofensa às mesmas; estou certa que algumas saberão vestir-se adequadamente nos dias de folga). O mais importante a reter é que por muito bonitas que as curvas sejam, as saias bandage e os vestidos tubo não são a melhor forma de as realçar. Especialmente quando se engordou um pouco...ou bastante.

                                 
Já Alicia Keys não peca tanto por falta de classe - as roupinhas têm bom aspecto - mas por não adequar o que veste ao tipo de corpo. Quando se tem figura de pêra, as saias justas em materiais reveladores/coleantes/reluzentes e as partes de baixo mais claras em relação ao top não são a melhor ideia. A bainha a mostrar a parte mais rechonchuda do tornozelo também não ajuda nada. E se acrescentarmos a isto os decotes e mangas demasiado apertados e fechados, um tamanho mesmo, mesmo à justa para o seu corpo (para não dizer que vestiu o tamanho abaixo do seu) e o cabelo colado à cabeça, o resultado é que em vez de uma menina bonita com fatiotas de designer, temos uma salsicha entrangulada em película plástica.

Agora reparem no alcance destes videoclips, nos milhões de telespectadoras que vão achar estes visuais "inspiradores" e tentar fazer o mesmo em casa. Depois temos o terror nas ruas...
 Por isso, pessoas sensatas e de gosto, desejo a todos nós bastante sense of style, criatividade e sensibilidade, para encher o Ano Novo que aí vem com muitas páginas de elegância. Happy New Year!





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