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Sunday, December 2, 2012

Limpa-me essa testa, mulher!

Mais ou menos assim, mas para pior.
Se há  coisa que me faz muita impressão é ver meninas ou senhoras com a cara - principalmente a testa - a reluzir de oleosidade. Não me refiro àquele brilho ocasional que toda a gente tem, mesmo quem cuida bem da pele e usa maquilhagem adequada. A esse, até a mais cuidadosa das mulheres  - que cumpra escrupulosamente a rotina limpeza + tónico + hidratação certa e se vá retocando conforme as horas passam - está sujeita.  Em boa verdade, a pele totalmente mate, com ausência de uma certa frescura natural, já esteve mais em voga do que agora. 
Por "testa oleosa" quero dizer mesmo isso, testa oleosa, a brilhar de tal maneira que uma pessoa não consegue desviar os olhos, muitas vezes acompanhada de imperfeições e de cabelo despenteado, como quem diz "sou uma desleixada e gosto". Uma testa que mostra, sem lugar a dúvidas, que não foi devidamente limpa e que apesar de obviamente fazer comichão à sua dona, não viu um desgraçado de um kleenex todo o santo dia.
Certa vez, num desses fretes horrorosos a que uma pessoa está sujeita na sua vida social - e que fazem com que eu limite a minha, e as maçadoras obrigações que dela advêm, ao indispensável  - travei conhecimento com uma criaturinha do mais insuportável, prova provada que por vezes quem vê caras, também vê corações. E que carantonha! E que coraçãozonho, por Júpiter. Ressabiada por motivos que só à sua mente febril diriam respeito, e na tentativa de impressionar os presentes - ou de maçar de morte quem se sentou àquela mesa -  todo o santo serão aquela alma se gabou disto e daquilo,num verdadeiro exercício de mau gosto. Da sua grande mansão! Dos seus milhões! De como era inteligente e informada e patati patata. Pois eu só lhe olhava para a grande testa, a brilhar como um farol, e não me ocorria senão "e empregar esses meios todos numa visita a uma esteticista? Numa caixinha de pó compacto? Em sabão azul para lavar a cara pela manhã?" . Estive várias vezes tentada, num impulso de generosidade, a oferecer-lhe um papier poudré, um toalhete, qualquer coisa. 
Por outro lado, fui educada para não melindrar ninguém, mesmo no cumprimento de um acto caridoso, e contive-me. Mais difícil foi conter certa vontadinha de rir, ou o blhec que começava a ser mais forte do que eu...felizmente, talvez porque a companhia não era das mais agradáveis, antecipou-se o fim da sessão e voltei para casa sem dizer nada. É que além do papier poudré e de um bom pó de arroz, que já as nossas avós conheciam, há papel absorvente (até marcas acessíveis como a Essence o vendem e é muito bom) e à falta disso tudo, uma ida à casa de banho e uma passagem com um guardanapo que seja já remedeia o desastre. Não há desculpa para andar por aí com cara de frigideira suja, por mais "à vontade" que se seja. Uma coisa é a vaidade, outra é a falta de cuidado e de asseio...

4 comments:

Charmoso said...

Por acaso eu tenho a pele oleoso por demais, facto que julgo ser consequência de ser bastante moreno. Mas consegui resolver isso com um creme matizante.

Vá, chamem-me metrosexual à vontade! Bitches!!!

Beijos com charme

A Bomboca Mais Gostosa said...

que medo, realmente fica mesmo feio, eu ando sempre preocupada em arranjar-me para não ficar assim lol

Imperatriz Sissi said...

Charmoso, acho que usar um creme que previna esse problema não tem nada de metro. Trata-se de ter boa apresentação, cara limpinha, e isso é de cavalheiro. Beijinhos.

Imperatriz Sissi said...

Feio e desagradável...até faz impressão dar o beijinho social, não vá a nheca `"pegar-se à gente". Cruzes.

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