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Monday, December 24, 2012

Os filmes de Natal: não estraguem a magia!

                              
Natal que se preze tem de ter filmes adequados a passar na televisão, para uma pessoa deitar o olho enquanto faz os preparativos, com o aroma das filhoses como pano de fundo. E não hão-de ser desenhos animados em 3-D nem modernices dessas (toleram-se, mas não têm a mesma magia). Para criar o ambiente certo têm de passar filmes épicos, bíblicos, não me importo com as novas versões mas nada bate os originais, e maravilhas animadas como as da Rankin & Bass. Com tantos canais disponíveis, os especiais de Natal já não têm o mesmo impacto, mas em compensação há mais variedade, julga uma pessoa...errado! Lembram-se, felizes crianças dos anos 80 e 90, quando a programação da semana que antecedia o Natal, se não mais, era recheada de produções clássicas de Hollywood, animações deliciosas e exóticas de todos os cantos do globo e séries (como o "Noeli") alusivas à quadra,  numa tal abundância que uma pessoa quase se cansava?
                     
                               Haia Harareet como Esther (1959) e Emily Irene VanCamp na série/telefilme de 2010

Pois com tantos canais, benza Deus, só ontem, tarde e a más horas, cacei um filmezito do género a passar na SIC: uma versão bastante modesta, de 2010, de Ben Hur. (Antes lembraram-se de passar o Rocky a desancar o Dolph Lundgren, que lá por ser Natal uns socos e umas bordoadas não fazem mal a ninguém...muito adequado). Lá me sentei, porque gosto sempre de ver estas produções, mesmo sabendo que por vezes têm orçamentos reduzidos e tomam certas liberdades com o enredo. Mas fiquei desapontada - ou se cingiam ao ambiente do livro e da grande produção que tantos óscares arrecadou, ou faziam alguma coisa mais crua, com acção ao estilo Spartacus, mantendo um certo glamour - mesmo com menos meios, há telefilmes do género que não falham nesse aspecto. Pois sim...embora o casting não fosse ruim de todo, pregaram-me com um Judah, Príncipe da Casa de Hur, magricelas e embirrento, uma Esther sem gracinha nenhuma, personagens que não aparecem no livro, um Messala com cara de sapo, leprosos com ar saudável, um Jesus com ar de bebedolas, o Senhor me perdoe, e uma corrida quase sem batota - em terra batida, não no Circo de Antióquia. Mas que vem a ser isto?
É melhor que nada, creio...mas as coisas já não são mesmo o que eram.

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