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Wednesday, December 26, 2012

Presentes: le belle macchine


O Natal lá se passou, com o encanto habitual e  - apesar das notícias desanimadoras que teimam em martelar-nos aos ouvidos - com presentes fofinhos q.b que não são de todo o mais importante, mas trazem alegria à quadra... Entre eles, vieram duas maquinetas: a uma delas, a Nespresso com as cápsulas bonitinhas, confesso que resisti o mais que pude. Quando apareceram, há uns dois anos, achei o entusiasmo generalizado, a correria para as comprar e os "clubes de café" uma tolice. Gosto de café, não saio de casa pela manhã sem tomar uma chávena, mas tanta ciência e tanto aparato para uma bebida corriqueira pareceram-me snobismo a mais. Cultivei mesmo uma embirração pela peneirenta da geringonça, até porque cá em casa bebe-se sobretudo café americano, em "bolha".
                       
 A dada altura, por me falarem imenso no jeito que dava, lá pensei que talvez não fosse mau ter uma, para os dias em que me apetece fazer uma chávena só para mim. Às vezes é complicado calcular as quantidades para a máquina americana e acaba por se desperdiçar café, além da chatice que é limpar os filtros. Ok, pensei, hei-de comprar uma, mas não tem de ser necessariamente a do anúncio giro giro com o John Malcovich a fazer de Deus (se há alguém que pode interpretar o Todo Poderoso com justiça, é ele). Depois era o senhor meu irmão a resmungar que café é italiano e expresso, que aquilo que bebemos é "chafé" e que queria a máquina das cápsulas mas era. Enfim, o papá lá lhe fez a vontade e trouxe-nos uma Nespresso parecida com a dele, para assegurar que o níveis de cafeína não descem cá em casa, porque somos tudo gente panhonha demais (cof, cof) e com a máquina vieram os telefonemas para mandar vir as cápsulas, etc, etc.
 Ainda estou a apanhar-lhe o jeito (e a experimentar quantas cápsulas às corzinhas há) mas com certa cautela. Lembro-me sempre de uma história que se passou com a minha avozinha: nos anos 60 a irmã morava em S.Tomé e Príncipe, e mandava-lhe sempre presentes óptimos: por vezes roupas ou lindos tecidos, outras frutas exóticas, como cocos frescos. Certa vez, o pacote trouxe uma caixinha de puro café aromático, cujo perfume se espalhou por toda a casa. A avó não resistiu: tratou de ligar a cafeteira (pois nesse tempo não havia cápsulas para ninguém) e vai de fazer uma chávena almoçadeira daquela delícia, e bebê-la como quem bebe Mocambo. Passado um bocadinho...oh, menina. Pobre avó, viu-se numa aflição de tal ordem, com tanta cafeína junta, que - palavras dela - só lhe apetecia saltar e fazer caretas. Passou o serão escada acima, escada abaixo, a ver se acalmava, e nunca mais bebeu café "a sério".
 De modo que a máquina vai ter uso sim, mas com cuidado. 
A outra modernice que acabou por me conquistar a curiosidade apesar da resistência foi o "forninho" para verniz de gel. Tenho dito que sou contra nail art e tonterias dessas, que para mim as unhas de uma senhora que se preze seguem a regra italiana e nunca se afastam muito da tríade beges- encarnados-rouge noir, na maior simplicidade, e extensões nem pensar. Mas verniz por verniz, mesmo do mais discreto, antes um que dura duas semanas, até porque cá em casa há uma certa pessoa que insiste em jardinar sem luvas e já não há paciência para "tira verniz, põe verniz" quase todos os dias. Para um evento,também dá jeito ter as mãos arranjadas dois dias antes, sem medo que se estraguem na hora H. Considerando como ainda por cima há mais senhoras na família que gostam do "super verniz cósmico, fenomenal e inquebrável"; e que eu sou adepta do do-it-yourself, pouco amiga de perder tempo em salões (ou pior, nails corners, o céu me livre) lá veio o maravilhoso forninho, fazendo jus ao ditado "pede o guloso para o desejoso". Parece uma tostadeira de brincar, e assim lá vou eu pôr à prova a minha habilidade. Modéstia à parte, tenho algum jeito e gosto de ter o "arsenal" para fitness e beleza em casa; desconfio sempre de "studios" e "stylists" para coisas que não exigem grande engenharia.
Com isto, só me faltam três engenhocas na minha lista...dessas falarei um dia destes. Espero que o vosso Natal também tenha sido agradável. E já sabem que agradeço os conselhos das meninas com experiência no maravilhoso mundo do verniz gelificado...

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