Esta semana - especial, pois passámos a fronteira dos 400 seguidores - foi fértil em comentários amorosos e brilhantes (gratitude, my fine friends!). É uma alegria ter um blog tão bem frequentado, por pessoas gentis, sensatas, de gosto e de espírito! Entre os recadinhos que me iluminaram os olhos, destaco três. Dois deles, porque são comentários assim que nos fazem ter vontade de escrever todos os dias.
"Adorei este post, fez-me retroceder no tempo com umas boas gargalhadas que fez chamar a atenção do meu filho...e eu a pensar que só eu sofri desse mal do blheeeeeec, obrigada são estes posts que me fazem correr para o PC sempre que tenho um bocadinho de tempo livre, obrigada;)"
A amiga felicidade-35,
a propósito do texto da nata.
É bom ver que um post tão espontâneo como esse, sobre um horror incontrolável e ainda mais espontâneo (não consigo evitar o pânico à pavorosa nata) encontrou almas irmãs. E fico felicíssima por saber que o Imperatriz provoca em quem o lê a mesma reacção que os blogs que adoro visitar me trazem: um bocadinho de riso em privado, que faz as pessoas cá em casa perguntar " mas o que é que estás aí a ler?" e vontade de passar por lá todos os dias. Obrigada, Felicidade-35!
Embora adepta recente, esta é casa para visitar (e perder-se alegremente a ler posts encadeados um bom bocado). Parabéns pelo blog e por cumprires exactamente o cabecalho :)
Beijinhos
Beijinhos
Pusinko, do blog homónimo.
É fantástico saber que o Imperatriz está a fazer justiça à sua "missão" e que a sua forma de estar agrada a quem o lê. Há que manter o estatuto definido no "regimento" do salão: um pouco atacado pelo pó dos tempos - com uma patine e um verdete que não pretendemos limpar, porque é isso que confere encanto ao ambiente - sem luxos exagerados nem vénias Acacianas mas com a amenidade, sprezzatura e subtileza que convêm a pessoas de bem.
E por fim uma reflexão carregada de sensatez do estimado Paulo Abreu e Lima, do excelente blog Assim na Terra como no Céu, que foi muito bem vinda. Deu-me que pensar durante longos minutos e iluminou áreas cinzentas na minha visão das coisas no que respeita à pouco nobre arte de fazer de polícia.
Gostei especialmente da bolinha de mercúrio... Num mundo perfeito e, principalmente, escrupuloso, as coisas seriam assim. Mas mesmo nesse, há pessoas tragicamente assediadas, alvos de ardis extremamente complexos e muito bem montados. Aí, apela-se à compreensão da cara metade e, quantas vezes, ao seu arcaboiço. Muitas vezes é muito difícil ser parceiro de certas pessoas. E não por elas, mas pelos outros. De qualquer forma, excelente reflexão, Imperatriz :)
Apesar da minha tese da independência mental sagrada e do dever de cada elemento do casal zelar por si próprio, é impossível não concordar. Em certos ambientes - e só quem nunca os viu de perto pode ser ingénuo a pontos de afirmar o contrário - os ardis, as artimanhas e o assédio são de tal ordem que de facto, se exige o dobro da resistência, da lucidez, da compreensão e da coragem. Há relações ou parceiros que não são para toda a gente. Exigem uma frente sólida, uma confiança férrea, um verdadeiro trabalho de equipa e uma grande prática para limar as arestas e distinguir o culpado da vítima. É bom recordar isso - porque num ambiente só comparável ao enredo das Ligações Perigosas de Laclos nem tudo o que parece é, e vice versa. De novo, haja sprezzatura, olho vivo, pé ligeiro e coração de leão. E coloque-se o pequeno universo que duas pessoas criaram acima de toda a água turva. Muito obrigada, Paulo!







