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Thursday, January 17, 2013

Flash, ah-aaaah!

                              
Ontem revi, ao fim de muito tempo, Flash Gordon - uma das películas que marcou a minha infância, apesar de ter sido feita antes de eu nascer. O meu primo tinha o vídeo e era um daqueles filmes que acarinhávamos e repetíamos vezes sem conta.  Nunca fui grande apreciadora de ficção científica, mas Flash Gordon tinha um ambiente quase de Swords and Sorcery, tinha a música dos Queen...e claro, Sam Jones parecia-me um dos rapazes mais bonitos do mundo. Com aquele ar de betolas simpático, all american boy, corajoso e de bom coração eu achava-o, na minha inocência, o mais próximo de um príncipe (encantado, não dos normais) que já tinha visto. Depois havia a Princesa Aura, bad girl que eu achava simplesmente o máximo: era lindíssima (Ornella Mutti, nem mais) ardilosa e manipulava os homens à sua volta como peões num tabuleiro de xadrez. 

Até ontem mantive a impressão de Flash Gordon ser um filme que só tinha graça para crianças, mas foi uma agradável surpresa vê-lo com outros olhos - até porque há certas alusões que, por estarem feitas com certo bom gosto, só os adultos entendem (falo por mim...naquela idade 
passaram-me despercebidinhos de todo os momentos mais sexy do filme). Na sua estética muito kitsch e própria (o cinema tinha outra graça antes de o malfadado exagero do CGI transformar todo e qualquer enredo com efeitos especiais num videogame barato...) é totalmente despretensioso, tem uma excelente direcção de actores, bons diálogos e um elenco que inclui Timothy Dalton  - giríssimo como Príncipe Barin, e com uma química incrível com Ornella Mutti -  Topol e o actor shakespeariano Brian Blessed. Também confirmei a minha opinião quanto ao bom parecer de Sam Jones, o Flash -ah -ahhhh! *com vozes a imitar as dos Queen*. O ar inocente e um bocadinho tonto, a aura de herói perfeito e os olhos dourados faziam realmente dele um verdadeiro Príncipe Encantado. Só uma coisa mudou: desta vez achei que a Princesa Aura ficou melhor com o Príncipe Barin, que no quesito Encantado não ficava atrás e ao menos, já lhe conhecia as manhas e impunha alguma contenção. O pobre Flash Gordon, nas mãos dela, ia ser um infeliz. Mas isso são perspectivas sensatas, que ganhamos quando começamos a tomar os factos da vida com um grão de sal.

Por favor, meus anjos, lembrem-se de ser queridos e votar hoje no Imperatriz aqui, nas categorias "Moda" e "Generalista" . Se acham que esta vossa amiga desenvolve um bom trabalho, deixem também o vosso voto aqui, onde se vai eleger a (o) blogger de mente mais trabalhadora, cósmica e fenomenal. Muito obrigada :*****

1 comment:

A Bomboca Mais Gostosa said...

Só gosto da banda sonora ;)

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