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Wednesday, February 13, 2013

Cheryl Cole dixit: dos erros

                                          
"Aprendi muito com os meus erros...estou a pensar cometer mais alguns!"

Já aqui falei nas Girls Aloud, uma das poucas girlsband sobreviventes (e respeitáveis). As canções não são terríveis e acima de tudo, as meninas têm sabido evoluir em termos de estilo; apresentam-se sempre muito bem, super compostas, com óptimo ar e roupinhas realmente fantásticas. Nada de trapos mal escolhidos e desalinhados ou cabelos oleosos em público - as Christinas e Britneys da vida podiam virar os olhos para a Grã - Bretanha pois por lá (quando não há enormes disparates) fazem-se as coisas na perfeição.  A minha preferida é Nicola Roberts, a ruiva-branco-nuclear com looks retro-precioso, mas Cheryl Cole, apesar de ex-WAG (leia-se, ex mulher de jogador da bola) também se porta lindamente. E eu gosto de ver uma mulher com linha, seja inata ou adquirida. Isto para dizer que a menina se saiu com a pérola acima no Twitter. Não é um dito muito original, não é nada de revolucionário, mas lugar comum ou não, é verdade. Eu própria escrevi algo parecido há dias (às tantas é uma coisa que anda por aí no ar, sabe-se lá). Os únicos arrependimentos que tenho são das coisas que não levei adiante. E mesmo esses  trouxeram-me até onde estou. Tomamos a decisão que nos pareceu mais acertada na altura, com os dados de que dispúnhamos, no estado emocional que era possível. Fizemos o melhor que pudemos e sabíamos. É fácil olhar para as coisas noutra fase da vida, já com outra bagagem e informação, e dizer "ah, teria agido de outra maneira. Se pudesse voltar atrás...". Tolices. Não sabemos, nunca saberemos e em última análise, não importa saber. Escavar o que lá vai é como reabrir uma cova: o que lá se encontra só interessa para estudo forense, e a vida anda para a frente e não para trás. Há dias a minha prima de dezassete anos disse-me a coisa amorosa "espero um dia ser como tu". Respondi-lhe: "numa versão menos confusa e melhor, assim desejo" porque queremos sempre o máximo bem para as pessoas de quem gostamos. 
   Ocorreu-me fazer um post sobre isso. Mas depois mudei de ideias. O que diria eu à minha pessoa de dezassete anos, sabendo o que sei agora? Cuida da tua reputação, coloca o teu amor próprio acima da vontade de agradar, preza a tua dignidade, sê uma senhora, ouve duas vezes e fala uma...nada de novo. Tentei fazer isso ao longo da minha vida. As únicas coisas diferentes seriam ouve mais os teus instintos, age mais pela tua cabeça, e não tenhas receio de dar cabeçadas, passe o pleonasmo. Não temas errar. Se te parece correcto, para a frente é que é Lisboa e todos os caminhos vão dar a Roma. Há muitas maneiras de aprender, e uma delas é responsabilizar-se inteiramente pelas próprias decisões.  Ninguém nos pode proteger disso - por muito que familiares, mentores ou amigos queiram resguardar-nos de eventuais sofrimentos. Só assim se vive. Sou pela bela instituição da cabeçada, de meter o pé na argola, de cometer os próprios erros. Ou como se costuma dizer: não preciso de conselhos, para errar estou cá eu. E para tirar daí as próprias conclusões. Por muito que seja melhor aprender lições de forma mais agradável e menos dolorosa, viver bem requer coragem. Há que ser valente, enfrentar o que vier e como um grande general, assumir as boas e as más decisões, as derrotas, as vitórias. Tudo o resto são desculpas para se esconder atrás das barricadas enquanto os outros dividem o espólio, por recear que o cerco ainda dure lá fora.



1 comment:

A Bomboca Mais Gostosa said...

Gosto imenso do estilo delas e concordo com o que disse a Cheryl.
Mas agora... Cantar é que é uma cena que não lhe assiste. Vi há uns tempos a dita menina a cantar ao vivo no Jubileu da rainha e sinceramente senti pena e vergonha por ela. Muito mau.

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