Recomenda-se:

Netscope

Monday, May 6, 2013

A Louis Vuitton quer vender...menos.

Há que ter decoro, pois.
                       
Segundo a Dinheiro Vivo, a Louis Vuitton deseja apontar ao topo, para evitar a banalização. Para tal vai adoptar uma estratégia que permita subir os preços, equilibrando-os com os praticados na Ásia (e que incluirá evitar a abertura de mais pontos de venda) travando assim o apetite ostensivo das classes médias-altas de economias emergentes e dos novos milionários. O crescente desejo, de há uns anos a esta parte,  de manter a exclusividade e o perfil do consumidor de acordo com o posicionamento original da marca é comum a outras casas, como a Burberry, a Dolce & Gabbanna ou a Hermès. Afastar os clientes com poder económico mas pouco gosto parece ser, finalmente, uma prioridade. Numa altura em que certas griffes tentam ressuscitar a malfadada logomania, há outras que preferem perder algum dinheiro, mas ficar fiéis ao seu espírito e clientes de origem. É de louvar quando a arte, a sensatez e o amor à estética se sobrepõem ao desejo de lucro desenfreado. Porque afinal, o luxo deixa de o ser quando se torna vulgar. E por vulgar, leia-se demasiado acessível, demasiado na moda ou realmente...grosseiro.

8 comments:

Belle du Jour said...

A questão é que as imitações já são muito comuns e enganam muito bem ( algumas). Portanto haverá à mesma banalização.

A Bomboca Mais Gostosa said...

Eu cá concordo. Já enjoo imitações e toda a gente aspira a uma carteira de marca. Eu tenho algumas, mas porra, que exagero.

Ana Costa said...

Seriously? Aumentar os preços vai afastar pessoas com mau gosto?

Grande teoria...

E gostava eu de saber em que se fundamenta para associar maior poder económico a "bom gosto".

Pessoalmente, acho que padrões ostensivos como o da figura ("olhem para mim que tenho uma Louis Vuitton")são de um mau gosto terrível. Piroso. Asqueroso.
E não há dinheiro neste mundo capaz de me convencer do contrário.

Imperatriz Sissi said...

Ana, mas a menina não percebe nada do que eu digo ou faz-se de tonta para me fazer passar por tonta? A marca pretende precisamente limitar o número de lojas para dissuadir os novos milionários (baluartes do gosto duvidoso) de abusar o uso dos monogramas. E se a Ana fizer a fineza de seguir os links, perceberá o que penso de ostentação de logótipos visíveis, ou de qualquer manifestação de novo riquismo. Antes de comentar, leia com olhos de ler...bom dia.

Imperatriz Sissi said...

PS: e o saquinho do lixo é precisamente uma alfinetada a quem faz questão de se exibir...mas enfim, eu julgava que a piada era óbvia.

Imperatriz Sissi said...

O problema são as pessoas com uma exposição ao "luxo" demasiado recente. Não tiveram uma educação para o gosto e pensam que caro é bom.

Imperatriz Sissi said...

A banalização (imitações) surgiu graças a uma excessiva exposição da griffe. A ideia é torná-la menos visível, logo, menos apetecível às pessoas menos...conhecedoras.

Ana Costa said...

Acha mesmo que a limitação do número de lojas ou o aumento de preços vai dissuadir gente desejosa de pertencer a uma "elite"? Vai ter o efeito contrário...

É sim uma boa estratégia para ganhar MAIS dinheiro. Se a procura é muita, e uma vez que não estamos a falar de gente que ganha o ordenado mínimo, não vai ser um aumento de preços que vai impedir a compra.

E o último parágrafo não é qualquer julgamento ao seu gosto pessoal (já li muitos posts). É um comentário pessoal feito a este tipo de marcas, supostos baluartes do bom gosto, que até podem ter grande qualidade, mas pecam pelo estímulo de elitismos de plástico.

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...