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Friday, May 10, 2013

A parábola da carteira*

                       
Imaginai, irmãs, que vos oferecem uma carteira de um grande designer, novinha, com todos os embrulhinhos, selos e números de série. Ficais, como é natural, todas contentes. É linda, sofisticada, veio mesmo e calhar e...bom, não foi preciso nenhum esforço para a obter. E então (agora vou passar a um discurso normal, porque hoje estou preguiçosa e a semana foi longa) vocês, muito vaidosas da vossa boa sorte, colocam lá dentro os vossos bens preciosos, as vossas coisas privadas, confiam-lhe tudo,  levam-na sempre convosco. Toda a gente vos elogia a carteira, que bem que vos fica, etc. E depois, do nada...descobrem que não passava de uma cópia muito bem feita. Andaram imenso tempo a passear orgulhosamente um produto de contrafacção, que não vale um chavo e ainda serviu para financiar terroristas e trabalho infantil. Inclusive, recearam que vos roubassem a carteira, pensando que tinham ali uma grande coisa. Ligaram às amigas a contar o belo presente que vos tinham dado, e agora não sabem como lhes dizer que foram enganadas na medida grande, com uma cópia barata. Agora imaginem que a carteira não é uma carteira. (É por isso que gosto de moda: não há problemas que o caixote do lixo não resolva...).

* Obra de ficção: felizmente nunca me ofereceram uma carteira falsa, mas há pior na vida, I guess.

1 comment:

Ana C. said...

Cara Sissi,
Sei bem o que aí descreve, mas não porque me tivessem oferecido uma carteira falsa.
Uma conhecida minha decidiu, um dia, que seria bom oferecer uma Louis Vuitton a uma grande amiga sua. Só que essa carteira tinha sido adquirida na feira de Espinho!
Para além de ter ficado de boca aberta com a atitude, fiquei ainda mais boquiaberta com a forma como essa minha conhecida andava a contar a quem a queria(?) ouvir o grande feito.

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