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Sunday, May 5, 2013

Cobardias (sim, estou chateada)

                              


Tenho-vos dito, correndo o risco de me tornar repetitiva (mas enfim, o blog ainda vai sendo um fenómeno pessoal, logo está sujeito ao que nos ocupa o pensamento) que a cobardia é das coisas que me tira do sério. Em parte porque nasci com dois dedos de coragem - coisa que cabe à genética de cada um - em parte porque me incutiram de pequenina o valor da integridade (que se recebe de berço, ou nada feito). A integridade é um dos bens mais preciosos, uma espécie de multi-tarefas das qualidades humanas. Encerra em si a honra, a bravura, a dignidade, a modéstia, a reserva, o pudor, o respeito, o sentido de justiça e a empatia.  É um barómetro interior, que nos coloca limites - e supera a ética, porque vem de dentro. Reparem: uma pessoa pode ser sarcástica, vingativa, arrogante, de língua afiada, antipática mas se apesar de tudo isso tiver integridade, não será de todo má. Onde há integridade, não há cobardia. Quem é íntegro, toma sempre responsabilidade pelos seus actos
 Agora que já pintei o cenário, vamos à estória que o título anuncia. Por razões que ainda estou para perceber ( Deus Nosso Senhor lá sabe a cruz que dá a cada um, e porquê) volta não volta, eu que tenho os meus defeitos mas nunca me intrometo na vida alheia, não me envolvo em mexericos e sou do mais low profile que pode haver,  deparo-me com gente atrevida. Gente mais ou menos assim. Ou seja, exactamente o tipo de (passe o termo) escumalha que desprezo. 
 Por razões que não importam agora, que este blog não pretende ser o Mercado da Ribeira, uma pessoa assim achou por bem atravessar-se no meu caminho. E sabendo, como não é segredo nenhum, que eu não sou menina de deixar passar ofensas em branco, agiu como agem os abutres e hienas- pois como diz o povo quem tem cauda, tem medo. Ou seja, decidiu atingir uma pessoa minha amiga totalmente inocente, usando os argumentos mais dolorosos. E como opera um abutre? Nas costas, pois claro, ou seja - pasme-se da maturidade desta gente - comprando um cartão de telefone descartável para pregar uma partida que se não fosse tão cruel, seria cómica pela infantilidade. Claro que percebemos imediatamente quem era o autor da brincadeira. Claro que estamos completamente informados e dispostos a devolver a gentileza com as honras merecidas. É espantoso como pessoas assim, com tempo de sobra e pouco miolo, se dão a tanto trabalho para fazer planos infalíveis  baratuxos, sem pensar em encobrir o rasto. Estamos a falar de adultos, mas para muita gente isto continua a ser a hora do recreio. Valha-nos que,  como eu dizia há dias...a paciência, também ela é uma virtude.




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