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Friday, May 17, 2013

My love songs: One, ou do amor -ódio



Confesso que não sou grande fã dos U2 (não compreendo a loucura, embora a banda tenha umas um par de canções que adoro). Em boa verdade, nunca gostei muito da   canção no original e o refrão não faz o meu género.  Mas esta versão com Mary J.Blidge é qualquer coisa e se prestarmos atenção e eliminarmos o trecho "sister/brother" que a meu ver lhe retira algum sentido, a letra é de uma extrema eloquência. 


O encanto deste tema está mesmo nas palavras, e no desencanto (ou cansaço) extremo que transparece na melodia. Afinal, do amor ao ódio (ou a emoções mais subtis como a amargura, o ciúme ou a culpa) vai um passo pequenino, um passo de stiletto

Is it getting better? 
Or do you feel the same? 
Will it make it easier on you now? 
You got someone to blame .

E poucas coisas são tão extenuantes como a dor prolongada, a mágoa mal resolvida ou as retaliações de duas pessoas que partilharam sentimentos demasiado fortes para o seu próprio bem.

Did I disappoint you? 
Or leave a bad taste in your mouth? 
You act like you never had love 
And you want me to go without .

 A ligação rara que exista entre apaixonados (e até o menos romântico dos indivíduos saberá distinguir "amores" de ocasião dos sentimentos que deixam marca) não é garantia de uma boa gestão ...por muito frio que soe falar-se de "gestão" em questões destas. O sofrimento adora companhia, alimenta-se de si próprio, vicia-se no orgulho e cristaliza. 

Well it's 
Too late 
Tonight 
To drag the past out into the light 
We're one, but we're not the same 
We get to 
Carry each other 
Carry each other 
One 

Have you come here for forgiveness? 
Have you come to raise the dead? 
Have you come here to play Jesus? 
To the lepers in your head 

Se levado ao extremo, se não houver a coragem de romper o padrão, estamos no caminho das histórias realmente trágicas. Daquelas que deixam cicatrizes irreparáveis, que quebram coisas na alma, que assombram e perseguem como as Fúrias. Ser "Um" não é tudo.  Abrir a porta, mas exigir que o outro rasteje para entrar nunca é boa receita. E quando se dá muito, mas não se dá nada de bom é melhor realmente going without. Mas como sou céptica em relação a ideias transcendentes e new age, pergunto se isso é alguma coisa. Se serve de consolo. Ou se tem alguma piada. Não tem. 

Did I ask too much? 
More than a lot. 
You gave me nothing, 
Now it's all I got 
We're one 
But we're not the same 
Well we 
Hurt each other 
Then we do it again 
You say 
Love is a temple 
Love a higher law 
Love is a temple 
Love the higher law 
You ask me to enter 
But then you make me crawl 
And I can't be holding on 
To what you got 
When all you got is hurt .





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