Recomenda-se:

Netscope

Monday, May 13, 2013

Quando um hipócrita se sente lesado, dá nisto.


                                    

Falei recentemente nas pessoas com infinita elasticidade moral, para quem nada tem mal nenhum. Fazem-se acompanhar por gente do mais duvidoso que possa haver (ou até preferem abertamente tais companhias ) nada lhes afecta os pruridos, entregam-se a passatempos de gosto questionável, são muito liberais, muito modernaças, tomam liberdades com as suas próprias crenças, toleram todas as transgressões fingindo ter uma mente do mais aberto que pode haver, são de uma ausência de princípios que até faz impressão,  fazem horrores sob o disfarce santinho "não julgo para não ser julgado" (pudera, dá-lhes jeito). Pregam vive e deixa viver, laissez faire laissez passer, não implico com as vigarices alheias para que não impliquem com as minhas, que isto...ou há moralidade ou já se sabe.
 E depois basta que alguém próximo, ou em relação a quem tenham determinadas expectativas  (e que muitas vezes, já foi alvo das suas maldades, e se calhar está de saco cheio) dê um passinho que lhes desagrade- ou nem é preciso tanto, só é suficiente que na sua imaginação delirante apareça a ideia de um delito - para cair o Carmo e a Trindade. Aí temos todas as acusações de uma sensibilidade delicada, da inocência absoluta ferida por um crime de lesa-majestade: aqui D´El Rei que são todos uns vigaristas, umas galdérias, uns trampolineiros, uns traidores, uns Judas, ai que grande maldade que me fizeram, a mim que me porto tão bem *piu*, e vai de gritar aos quatro ventos que a pessoa em causa é do piorzinho, que merecia era chibatada e marca a ferro em praça pública. Está certo que vícios privados públicas virtudes, que em sociedade toda a gente disfarça um bocadinho porque cada um sabe de si, mas convém não cair no ridículo. Ou como dizem os americanos, não olhes para aquele que é apontado; olha sempre para aquele que aponta.

No comments:

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...