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Sunday, June 23, 2013

As coisas que eu ouço: momento National Geographic do fim-de-semana

                            
Num dos bons hotéis da Capital (não vou fazer publicidade, mas é onde servem uns biscoitos de manteiga e chocolate que haviam de ser proibidos de tão maravilhosos que são) que ainda vai sendo bem frequentado, uma pessoa vem ao terraço fazer um intervalo entre reuniões, sozinha com o pequeno luxo dos seus pensamentos. Eis que um yuppie da vida (espécie que eu julgava só existir nos filmes dos anos 80, mas o novo riquismo é uma praga...) se põe a passarinhar para a frente e para trás, a falar ao telemóvel, a tentar chamar a atenção sobre si mesmo como um pavão em período de acasalamento:


" ah sim, sim, eu vou de barco..." e por aí fora, a dar à minha pessoa (e a qualquer outro ser de saias que eventualmente viesse ao terraço) todo um relatório da sua fortuna pessoal. Há-de ter-me confundido com alguma correspondente da Forbes que passasse por Lisboa, com certeza. Muito gostam certos "cavalheiros", à falta de qualidades mais valiosas que os recomendem, de usar extensões de poder para provar que são machos alfa e de incomodar quem está no seu canto com essas danças cortejadoras. Tive uma vontadinha de lhe atirar  um "e eu com isso?" ou de lhe relatar por minha vez que que aprecio características menos...fruto do arrivismo (ou das vigarices) de cada um, que não fazem ideia. Certo é que muitas mulheres para quem tudo o que reluz é ouro alimentam este comportamento que, estivesse eu menos focada em questões sérias, acharia assaz cómico. Then again, nem todas as mulheres foram educadas da mesma maneira e à conta de algumas cabeças tontas, quem tem juízo é obrigada a ouvir coisas destas. Haja paciência - já não se pode estar em lado nenhum. Mas como sou uma pessoa sensata, retirei-me: o barco o leve, e as sereias o aturem...

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