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Thursday, June 27, 2013

Sardinhas gourmet? Não há pachorra.

                                
Apesar de ser (salvo excepções que confirmam a regra) pouco dada a grandes comezainas, provo quase tudo e aprecio de tudo um pouco. De caça a cozinha de autor (desde que não tenha de esperar por mesa, que acho uma coisa ridícula, nem de adular chefs porque tudo tem limites e para o pretensiosismo tenho limites muito curtos) de comida étnica a fast food, tudo tem o seu ambiente, a sua ocasião e o seu lugar ou como costumo dizer, sou menina para caviar num dia e sardinha no outro. (O meu hábito de ter mais olhos que barriga é assunto para outros posts, e causou-me bastantes chatices durante a infância). Gosto particularmente de peixe e marisco e como tal, desde que afastem de mim o grelhador fumarento, não digo que não à tão portuguesa sardinha assada - especialmente nos arraiais, com broa e caldo verde. Mas em verdade vos digo que não tenho paciência para os connoiseurs de sardinha: aquelas pessoas para quem nenhuma sardinha está bem, como se houvesse muita ciência na coisa. Se está bem salgadinha (poupem-me às manias da saúde) fresca e estaladiça por fora para mim parece lindamente, mas não. Falta-lhe isto, ou aquilo, é magra, é seca, etc. Faz uma pessoa o sacrifício de aturar o pivete da sardinhada para depois ouvir queixas que não lembram a ninguém. Deviam juntar-se a uma confraria da sardinha ou coisa semelhante. Qualquer dia temos para aí pratos gourmet à base de sardinha com nomes incomprensíveis e  - o horror - uma redução não sei de quê. Ou às tantas já temos e eu não sei, arredada como ando das manias que estão na moda.

1 comment:

Sérgio Saraiva said...

Eu nisso sou tipo os gajos das cavernas: até sou capaz de comer a sardinha com as espinhas todas e tudo...

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