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Thursday, August 22, 2013

A sensualidade de uma mulher é exactamente como o nosso roupeiro...

                                        



...se estiver desarrumado, com peças fora do alcance da vista, não se chega a dar uso a um terço daquilo que se tem. O investimento em roupas, sapatos e acessórios é desperdiçado. Assim é tudo na vida: o que não vemos, não recordamos, não pomos em prática, não usamos e não exercitamos...atrofia. Torna-se inerte, inútil. 
  Todas as mulheres têm uma sensualidade inerente (mal estaríamos: a Natureza assim determina). É algo que independe da beleza plástica, apesar de ser tão relativo como a própria beleza; também não anda necessariamente de mãos dadas com o carisma (embora o carisma ajude...) ou mesmo com a elegância (se bem que sensualidade acompanhada de elegância seja o supra sumo).
Há mulheres que sabem tirar partido daquilo que Deus lhes deu. Outras que tiram disso o máximo partido, e que nos inspiram a todas. Depois há as que tenho citado muito por aqui: as que confundem "sensualidade" com vulgaridade, esforçando-se demasiado. Ou porque desejam atenção a todo o custo, ou porque têm gostos e referências distorcidos. E no meio de todas, estão aquelas que de forma permanente (falta de hábito, questões de educação, personalidade de "maria rapaz"...) ou temporária ( maternidade, separações dolorosas, desgostos, divórcio, carreira stressante...) relegaram a sua feminilidade para segundo plano. 
 Para pensarmos em "sensualidade" sob o ângulo certo, é preciso olhar para a Natureza, afastando-nos do conceito artificial vendido pelas revistas baratas. Todas as meninas da "pose" do Correio da Manhã afirmam "sou sensual" - quando a maioria possui apenas a funcionalidade inerente a qualquer ser humano do sexo feminino em idade fértil, com a ajuda de um biquini e poses que não têm segredo para um babuíno fêmea (não estou a brincar; essa questão dava um post...o que nos leva de novo à Natureza, mas não da maneira certa). A sensualidade, e o seu exercício, pode e deve ser subtil e revestir-se de civismo!
Christina Hendricks Joan From Mad Men Wallpaper Mad Men Joan                         
 No seu sentido original, "sensualidade" remete-nos para uma ideia mais antiga: Fertilidade. Não só a fertilidade no sentido de ter filhos ou da sexualidade em si, mas no sentido de abundância. Nos Tempos Antigos sensualidade, fertilidade e prosperidade caminhavam juntas: sem elas, não haveria alegria, nem alimento. Era comum um casal apaixonado deitar-se sobre os campos arados para atrair magicamente boas colheitas. Só na nossa época se começou a dissociar uma coisa da outra...ou não. É sabido que "o sexo vende" e não é por acaso que marcas de produtos tão (aparentemente) neutros como bebidas ou carros, por exemplo, recorram a modelos para os seus anúncios. Simplesmente, apesar de toda a vulgaridade que vemos, a alusão é subliminar.
 Em suma, podemos servir-nos de um lugar comum: a mulher "sensual" não é necessariamente a mais bonita, muito menos a mais despida, mas a que está em contacto com a sua Deusa Interior
 E como se descobre essa senhora que vive dentro de nós? A receita não é igual para todas, mas há passos universais:


- Dizem que os povos mais sensuais vivem em países onde há alegria de viver, culto à beleza, boa comida e bons vinhos (Itália, França...) e/ou contacto com os elementos (povos tropicais, Escócia...). Preocupações exageradas com a linha, com a saúde, com a comida biológica, etc, etc, etc são muito chatas. E pessoas chatas não são sensuais. Tenha joi de vivre. Há muitas forma de queimar calorias e uma delas é andar ocupada, ter uma vida que a entusiasme. Goze a comida, o prazer sensorial de um belo vestido de seda, a chuva na pele, a luz dourada do sol de madrugada (sim, quando se levanta a resmungar e à pressa). Sensualidade está associada a todos os sentidos, e sentidos apurados! É impossível emanar uma aura sedutora se não repararmos no que está à nossa volta com olhos, paladar, olfacto, tacto e ouvidos atentos. As pessoas mais atraentes são vibrantes, como se vivessem realmente.

- Exercite os requintes do espírito, o luxo interior: um pouco de espiritualidade cai sempre bem, desde que não se exagere; música, arte e literatura sem pedantismos, também, sempre que se fuja da afectação e do estilo "enciclopédia ambulante".

- No plano visível, comece por descobrir o que lhe fica bem. Não irá a lado nenhum se estiver permanentemente insegura quanto ao seu aspecto ou infeliz porque não se parece com a it girl do momento: apure qual é o seu tipo de corpo e o seu tipo de beleza. Depois, oriente o seu guarda roupa, a sua maquilhagem, rotina de ginásio, penteado e visual de acordo com isso. Tome a decisão de não usar nada que a faça sentir feia ou assim-assim. Ponto final.

- Nem todas as tendências nos servem, ou são desenhadas tendo em vista a feminilidade. Procure equilibrar aquilo que agrada ao sexo oposto com os looks que apelam ao gosto feminino. No meio é que está a virtude...e o sex appeal!

- Tenha pensamentos românticos, agradáveis ou voluptuosos ( pensar em chocolate ou naqueles stilettos que lhe tiram o sono também conta). Não precisa de ir tão longe como a sex Goddess suprema, Marilyn Monroe, que afirmava pensar em marotices 24 horas por dia (com ela resultou, mas bem, ela era a Marilyn!). No entanto, alguns especialistas afirmam que essa prática não só atrai sorte ao amor, como conduz ao sucesso no campo material. Não, não tem de verbalizar os seus pensamentos ou agir de acordo, muito menos no local de trabalho. Guarde-os para si. O efeito far-se-á sentir em si própria: pessoas bem dispostas são mais atraentes. Experimente isto quando tiver um dia importante pela frente. Também há quem use lingerie especial quando vai fazer, por exemplo, uma apresentação difícil. Ninguém vê...mas você sabe.

- Por falar em roupa interior...compre-a para si, para seu uso. Se tiver quem  aprecie consigo as rendas e as sedas, óptimo, mas para quê fazer depender esse pequeno luxo do facto de ter companhia? Bem sabemos que soutiens rendados são uma maçada porque se notam debaixo da roupa, mas quem a impede de dormir todos os dias com um negligée de outro mundo? As avós francesas ensinam isto às jovens: nunca se sabe se há um fogo, Deus nos livre, e uma rapariga precisa de ser salva pelos bombeiros com um pijama de ursinhos ou pior, um camisolão velho. Habitue-se a pôr beleza na sua vida

- Faça por estar contente (se não estiver, fake it ´till you make it...o sorriso também precisa de prática e ninguém tem de saber as nossas desditas!) . Aprecie as pequenas coisas: as pequenas compras, as pequenas gulodices, as pequenas vitórias, as pequenas vaidades e alegrias. Pratique a arte de apreciar...

- ...mas esteja em contacto com as suas emoções. Subtileza, discrição e contenção fazem parte da arte de ser mulher, mas há um certo "picante" na mulher levada da breca que diz o que pensa, chora quando não o pode evitar, que precisa de ser consolada (velho truque de coquetterie) que se enfurece de vez em quando, que é, em suma, vulnerável

-Lute pelo sucesso - o poder e o êxito são afrodisíacos intoxicantes - mas com uma atitude relaxada, de quem pode. Os gatos são sensuais: já viu um gato mostrar que se esforça? Nem pó!

- Por falar em gatos...cultive um belo andar, uma boa postura. Não só um porte bonito é mais saudável como muda completamente o nosso estado de espírito...que é totalmente visível para os outros. Dizem que é impossível entrar em depressão se caminharmos direitas.  Experimente andar "à vontade" e minutos depois, endireitar as costas como se um alfinete a picasse no derrièrre. Faça isto num dia em que vá bem arranjada e veja a diferença.

- Por fim, seja feminina. Podemos perfeitamente chegar onde queremos sem feminismos bacocos. Onde já se viu que provar a todo o custo "sou tão poderosa como um homem" contribuísse para a felicidade de alguém? Filosofe menos e viva mais. Vivacidade = sensualidade.



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