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Thursday, August 8, 2013

Chatos de galochas

Pessoas que meteram na cabeça que têm de mudar o mundo, porque têm de mudar o mundo, não por altruísmo mas porque lhes dava jeito que todo o planeta se ajustasse às suas necessidades, em vez de serem eles a ter a canseira de se adaptar. Ou porque se acham muito rebeldes e radicais assim, a ser "revolucionários" apesar de já não irem para novos. E depois andam sempre amargos e zangados com o mundo, porque as "utopias" falharam. E o pior é que não os vejo a fazer nada a não ser receitar remédios que já passaram de prazo lá para os anos 80. Será que não lhes entra na ideia que o mundo é muito grande, e tem muitas cabeças a pensar, que continua a girar digam o que digam e que as opiniões deles não contam nem para o mundo limpar os sapatos? Conformem-se, por Júpiter. Ou nadem ao sabor da corrente, dancem ao som da música, para variar. Ou refilem em silêncio, vão cantar o Imagine para outra banda e não chateiem. Que a mim também me maça que certos valores se percam, que o mundo ande para a frente e não para trás mesmo quando deixa para trás coisas que fazem falta, que graças a certas "liberdades" que estes senhores tanto defendem muita tradição e certos hábitos de delicadeza tenham ido por água abaixo, mas aguento-me. E newsflash, o Che Guevara fica giríssimo nas t-shirts, mas se não tem morrido novo ia ficar um chato igualzinho, igualzinho ao Fidel Castro, a obrigar o povo a andar de sandálias de borracha que fazem bolhas nos pés. E isso não é lá muito agradável, por mais que digam que os hospitais em Cuba são excelentes, que as pessoas são do mais culto que há e que se continuam a beber mojitos na mesma. 
Mas Cuba parece-me um bom sítio. Porque não vão para lá viver, em vez de chorar por Portugal não ser, assim, todo revolucionário? Ou se metem (acho que é a primeira vez que uso o verbo "meter" por aqui, que se há coisa que me aborrece é o verbo "meter" mal "metido" numa frase) numa máquina do tempo para os anos 70? Chatos. Chatos a valer. CHATOS!

1 comment:

Tamborim Zim said...

ahahahah Doce e rebrilhantemente hilária Imperatriz, n há beleza sem revolução, n há estética sem desajuste, n há tradição sem um suspiro de enfado. Q a revolução seja perene, mas das boas!

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