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Sunday, September 15, 2013

As coisas que eu ouço: Sexta Feira 13, parte II. Ou "momento Twilight Zone" do fim de semana.

                                        
Não sou de facto supersticiosa com a data, mas não é a primeira vez que neste dia me acontecem situações cósmicas e improváveis.  Desta feita, depois de (numa daquelas "operações Mulher Maravilha" que às vezes sou obrigada a fazer para cumprir a agenda a que me proponho) foi necessário fazer 300 km para estar num sítio depois de um dia de trabalho. Tudo calculado ao milímetro para dar tempo, chegar, check in, makeover supersónica. Até aqui, nada de novo. Excepto que, numa pouca sorte nunca vista, o hotel do costume fez confusão com a minha reserva. Num dia de lotação esgotada. Lindo. Eu à beira de um fanico (noutra noite qualquer levaria o estranho caso à paciência, mas com menos de 20 minutos para estar pronta NÃO achei boa ideia) e o recepcionista nas calmas a tentar arranjar as soluções mais parvas à face da terra. Finalmente lá me mandaram para outro hotel, bastante simpático por acaso, e os minutos a contar. 
 Pronta para sair em tempo relógio, chamam-me um taxi...e o motorista parecia um afro americano gigante saído de um filme. Muito aprumado, muito profissional, com ar de jogador de basquete que decidiu mudar de vida ( tendo a imaginar um guião para a vida das pessoas, não é de propósito) ou de líder de culto voodoo disfarçado de taxista. Não faço ideia de onde saiu o senhor, mas ou porque me achou com cara de turista ou porque era novo na profissão e não atinava com a morada que eu lhe estava a dar, correu Seca e Meca  antes de me deixar no lugar que eu lhe tinha dito, que é dos sítios mais óbvios à face daquela terra.  Ao início não disse nada porque a rua tem um sentido estranho e para lá chegar de carro são precisas de facto algumas voltas.
 Mas perante tanta corrida à senhora da asneira, lá lhe expliquei se podia despachar-se porque estava a ter um dia que não lembrava a ninguém e já bem bastava a peripécia do hotel.

- Não se preocupe, menina - disse assim com uma voz sábia do outro mundo, muito calmo, muito não-te -rales, cheio das certezas todas ... enfim, com ar de profeta mesmo, como se vê nos filmes quando está para acontecer uma revelação importante. Só faltava a música de fundo, tiri-riri, tiri, riri....

- Se não ficou naquele hotel, é porque era melhor não ficar; e se ainda não chegou ao sítio marcado, é porque estava destinado que era melhor assim.


À saída, desejou-me boa sorte e afastou-se tão silencioso como tinha chegado. Ultimamente, a minha vida é só contos assombrosos. Receio que a continuar assim, este blog tenha uma viragem à Stephen King. Com o Halloween à porta, tem tudo a ver, eu acho...




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