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Thursday, September 5, 2013

Eu não te acompanho mais.


                                



Eu não te acompanho mais:
Pára, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
Porque teimas em correr,
Eu não te acompanho mais.


Acho uma pena nunca ter visto, nos blogs de moda portugueses, algo sobre o estilo e a beleza muito particular da Tia Amália. Uma pena, já que foi uma das primeiras artistas nacionais a impôr uma certa star quality hollywoodesca, cá e lá fora: o bâton encarnado, o look film noir, os casacos de pele, os sheath dresses decotados, os grandes óculos de sol, o abuso de preto - tudo faz parte de um visual que fez escola.  Anyway, nos últimos dias, eu que tenho uma relação on/off com o fado (um bocadinho de Amália, Teresinha de Noronha, uns fados de Coimbra, outros castiços e gostar da voz de Camané são das poucas coisas que as fadistices da avó, que apreciava o género por ser triste, cá deixaram) tenho-me lembrado da última estrofe de Estranha Forma de Vida.
Digo muito que seguir o instinto (ou o coração, para quem prefere essa linguagem, mas eu tenho mais facilidade em identificar os palpites como vindo do instinto) é o melhor caminho para tomar boas decisões. Assim, de impulso, em contacto com o nosso eu interior que tem sempre as respostas todas. Já tenho mencionado que me arrependi das vezes em que mandei calar o instinto, ou o coração, para seguir a razão. Mas por vezes o coração faz asneiras - e se estiver magoado é o pior conselheiro de todos, devia era estar calado, não chatear e dedicar-se a ir fazer...olhem, não sei o que é que os corações fazem nas horas vagas, mas percebem a ideia.
 O coração conduz a muitos desastres, e depois do mal feito ainda persiste em justificar as barbaridades. Eu não te acompanho mais, sacaninha, pára de arranjar sarilhos - era o que deveria dizer-se.

1 comment:

Cristina Torrão said...

Um post interessante. Por um lado, o estilo de Amália - sim, porque não se fala mais nele?
Por outro lado, essa coisa de seguir o instinto/coração, que também considero boa ideia. No caso do coração magoado, é melhor não reagir a quente. O próprio instinto nos diz que aguardemos. Ou será a razão? Ora, aqui está uma boa pergunta.

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