Recomenda-se:

Netscope

Thursday, September 26, 2013

Maldade que me apetecia fazer: ataque ao antro das cápsulas de café.

                             

Chegar à Loja-do- Café- em- Cápsulas que tem pretensões a clube exclusivo e selecto - sabem, onde nos obrigam a tirar senhas para comprar...café. 

E nos tratam com uma deferência abjecta, untuosa e postiça (nem na Cartier, ou na Tiffany´s ou no restaurante mais exclusivo se vê tanto salamaleque...) para nos vender...café. E de onde não nos deixam sair sem antes nos fazerem uma lavagem cerebral sobre o novo sabor estrambólico que é exactamente igual aos outros, só tem um cheirinho de caramelo ou de outro pó perlimpimpim qualquer - CAFÉ, DIABO QUE VOS CARREGUE - mesmo que estejamos com pressa.

 Eu que nunca entro nesse antro pretensioso do mais pequeno burguês, mais classe média com aspirações ao chique que pode haver (como arranjo as cápsulas sem passar pelo suplício, só Deus sabe) se alguma vez o fizer, palavra de honra, é para me virar para o empregado de centro comercial ("empregado" o tanas: para bater tudo certo ia corrido mas era a "criado que vende café" que era um mimo) que nos lambe as botas com aquele ar infeliz entre o "andei eu a tirar um curso para isto" e o "aderi a uma seita" e 
bradar-lhe:

 "Mas afinal.... quem é que me avia?". A trocar os "vês"  pelos "bês" . E às tantas, com um palavrão a seguir. 

Assim mesmo, sem tirar nem pôr. Como os velhotes nas tabernasAh, que libertador. Ficava como nova. As coisas que eu fazia se não fosse uma senhora. Ou se fosse uma grande malcriadona.

Havia de ser um momento épico, mais ou menos assim:



No comments:

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...