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Thursday, October 10, 2013

4 coisas que não faço: ponto


Eu acho que sou uma pessoa muito fácil de entender:

- Não encho chouriços
- Não faço monte (nem de jarrão)
- Não queimo tempo (time is money)
 - Não faço fretes. 

Quanto ao primeiro item, nunca fiz enchidos literalmente  (nunca calhou) mas contra os verdadeiros não tenho nada. Refiro-me ao sentido metafórico de encher chouriços: nunca suportei palha, paleio, léria. Rodeios de toda a ordem, textos vazios de significado mas rebuscados na forma, conversas inúteis, reuniões intermináveis em que não se resolve nada nem se faz senão bater no ceguinho ou inflar o ego de quem adora o som da própria voz (ou o acto de intervir por intervir) canções desinspiradas só para encher um álbum: gosto da informação clara, sucinta e sumarenta, pronta a usar, sure and simple, inspirada, cut to the chase, seleccionada. 

Fazer monte, estar por estar, fazer número, também não é o meu cup of tea. Fico o tempo que for preciso e marco presença quantas vezes for necessário se o facto de eu estar é muito desejado (ou mutuamente desejado) se contribuo para alguma coisa, se é necessário dar apoio, se posso desempenhar/ajudar a terminar uma tarefa urgente, se realmente faço falta. Arrastar a permanência num sítio só para demonstrar que aguento mais que os outros, ou estar porque é suposto, não obrigada - o meu tempo é precioso e para jarrão, não tenho jeito.

Abomino perder tempo: uma coisa é demorar-me por gosto ou preguiça, outra é arrastar situações/conversas/tarefas/ coisas que não atam nem desatam. Time is money,  time is money, time is money. Depressa e bem não há quem, mas ou os assuntos desabrocham no ritmo devido, ou siga a marinha, siga para bingo e para a frente, que atrás vem gente.

Fretes, estuchas, maçadas, cortesias contrariadas e engolir de sapos, o que lhes queiram chamar. Sou capaz de uma certa diplomacia mas não me peçam, nem por amor nem por dinheiro, que gaste minutos da minha vida que ninguém me devolve a suportar mais do que o estritamente necessário de coisas desagradáveis, sabendo que as posso evitar.

A vida é muito simples, as pessoas é que complicam por preguiça, hábito ou na maioria dos casos, medo de se manifestar. Mas medo foi coisa que nunca me assistiu, logo...







2 comments:

kariguergous said...

Adoro esta última frase:"A vida é muito simples, as pessoas é que complicam por preguiça, hábito ou na maioria dos casos, medo de se manifestar. Mas medo foi coisa que nunca me assistiu, logo..."., Costumo usar a primeira parte. ;) És definitivamente uma Princesa. :)

Imperatriz Sissi said...

oooh...Kari, obrigada, querida. Beijinho.

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