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Thursday, October 31, 2013

Anna Wintour dixit: keep it to yourself

                             
Anna Wintour é tudo o que eu admiro numa mulher de sucesso (embora mulheres obcecadas pela carreira não sejam o meu cup of tea): é movida pela paixão, e não só pela ambição. Equilibra arte, beleza e êxito material. Teve alguns privilégios de berço - o suficiente para lhe conferir bom ar, elegância e referências - mas conseguiu o resto sozinha, com um misto de disciplina e rebeldia. E acima de tudo consegue ser dura, mas feminina: não só no visual, mas na forma de pensar. Prova provada de que as mulheres não precisam de agir ou raciocinar como homens para vingar no mundo dos negócios. Basta que adaptem a ancestral e difícil arte de ser mulher ao terreno em que se movem; que saibam tirar partido da subtileza e intuição de que a Mãe Natureza as dotou. 

 Em entrevista, a editora-chefe da Vogue revelou um conselho que subscrevo inteiramente: a boa e velha técnica de sorrir e assentir, ou como eu lhe chamo, sit there and look pretty: 

"Mesmo quando estou completamente indecisa, finjo que sei exactamente        do que estou a falar e tomo uma decisão". 

Uma mulher inteligente nunca é apanhada desprevenida nem revela exactamente o que pensa, muito menos as suas inseguranças. Há muito mais vantagens em, como dizem os árabes, não contes tudo o que sabes, não digas tudo o que pensas, não faças tudo o que podes, não gastes tudo o que tens, não acredites em tudo o que ouves. Falsa segurança é melhor do que nenhuma, é sábio ouvir duas vezes e falar só uma porque foi para isso que Nosso Senhor nos deu duas orelhas mas uma boca só; por vezes é preciso muito fake it ´till you make it e se alguém tem de entornar os feijões primeiro, que seja o próximo.  Anna knows.






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