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Monday, October 28, 2013

Sobre o lavar de roupa suja do momento...

                 Bárbara Guimarães com Manuel Maria Carrilho

....só tenho a dizer duas coisas, até porque é redundante exclamar"que vergonhaça!" quando mexericos destes aparecem em publicações "sérias" como a Visão e o Expresso (de modo que até a minha pessoa que não vê TV generalista, nem passa os olhos pela imprensa rosa portuguesa, fica a saber que o cavalheiro disse, de uma forma assaz queirosiana, a minha mulher está sempre bêbeda ou coisa que o valha).


1- Há aqui uma moral da história: nunca sacrifiquem o vosso look por causa de homem nenhum. Lembro-me bem que antes de casar com o ex-ministro a apresentadora tinha um estilo elegante mas fresh faced, adequado à sua idade. Depois enveredou por uma certa "paixão pela cultura" e optou, na flor dos anos, por um visual clássico em versão demasiado pesada. 

Atenção, ninguém gosta mais do estilo ladylike do que eu, mas há o ladylike dos 20 aos 30 e muitos,  e o ladylike que se deve usar mais tarde. Anos volvidos começou a recuar para decotes e vestidos que lhe tinham caído melhor na altura em que abusava dos tailleurs largueirões, estilo primeira dama. (E nota bene, agora o senhor terá tido mesmo a pouca elegância de anotar o facto em entrevista, dizendo que a ex "tentava concorrer com meninas de dezoito anos" como se ele fosse para novo...)

Claro que se deve adequar o visual à posição do mais que tudo e não escolher o street style quando se namora um político ou coisa semelhante, mas é preciso encontrar um equilíbrio. Porque quando as coisas dão para o torto, o tempo passado já ninguém nos devolve. A individualidade, a independência financeira e a casa própria são daquelas coisas que nunca devem ser imoladas em nome de uma relação. Ser old fashioned é muito bonito, mas não esqueçamos que o cavalheirismo já não é o que era.

2- Nunca deixa de me surpreender como alguns homens são capazes de ser mauzinhos, uma vez rejeitados. É que lhes estala mesmo o verniz e deixam a um canto as senhoras do mercado da Ribeira. É lavar roupa suja, é andar à pancada, insultos, desacatos...

E o mais engraçado, sem graça nenhuma, é que nesses casos tanto faz ser bem nascido como filho de carroceiros, ser um bebedolas ou sóbrio como um asceta, ter posição ou ser um zé ninguém; se estiverem mesmo furiosos fazem todos as mesmas figuras, mandando à tábua os pergaminhos, a reputação e o que mais haja. Brutos.

2 comments:

Sara Silva said...

Quando dei pela notícia em que António Maria Carrilho alegadamente justificava o porquê do divórcio, tive de ler 2x para me certificar que era verdade o que estava a ler.
Ultrapassado o impacto inicial (O quê? Mas isto é possível? Não parece nada!) só me ocorreu que foi uma atitude muito feia e pouco elegante da parte dele. É como dizes: tanto faz nascer num berço de ouro ou num de palha, quando a situação fica feia, não há meios que justifiquem os fins.
Já agora, com esta história toda acho que ele só quis foi ficar bem visto já que ela optou pelo silêncio (e bem)...
Beijinhos *
eighteen and a life

Claudia said...

Subscrevo o artigo. Concordo com tudo o que está escrito.

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