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Wednesday, October 2, 2013

There´s a fine line between love and hate...

...uma linha tão ténue que às vezes é quase impossível distinguir uma coisa da outra. O apaixonado raivoso só sabe uma coisa: que aquela pessoa o incomoda. Torna-se viciado na dor que o outro lhe provoca e o desprezo ou esquecimento (que seriam bem vindos no caso de ausência de amor) é, no cenário amor-ódio, insuportável. 

Algumas vítimas desta emoção destrutiva reagem a ela de forma dramática, outras fazem tudo para evitar a presença do alvo da sua paixão/desafecto. Mas a convivência nunca é pacífica, nem serena, nem civilizada: já se disse por aqui que só quem não ama, ou não esteve apaixonado, consegue ser racional, frio e civilizado.

Uma má reacção é melhor do que nenhuma, já que o orgulho, ou o medo das consequências, tornam impossível a sinceridade para ambas as partes. 

Mas na maioria dos casos, a explicação para o amor-ódio não tem nada de transcendente. A existência de um sentimento tão complicado, tão doloroso, reside apenas numa coisa pequenina, mas intransponível: a quebra de confiança. Uma pessoa pode adorar outra, mas se não confia nela (tenha ou não motivos válidos) se sabe que ela cairá no mesmo erro, que continuará a fazer as mesmas asneiras...não consegue chegar a um entendimento, nem sequer assumir para si mesmo, com objectividade, o que realmente sente. Se o obstáculo que inviabiliza a confiança - seja ele interior ou tangível - não for eliminado pela raiz, nunca se passará do cenário novelesco. 
 Que tem sem dúvida a sua graça nos filmes, livros e novelas, mas na vida real é um verdadeiro atraso da dita.



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