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Sunday, October 13, 2013

W(B)itch please! Pretty please!


Juntem um coven de bruxas como deve ser (já lá vamos) Nova Orleães (com a presença de Marie Laveau, a mais célebre e estilosa Voodoo Queen de todos os tempos, e da famosa Madame Lalaurie) hoodoo, um grande elenco, voodoo,  o século XIX, a Jessica Lange no clássico papel de anti-heroína e um figurino fabuloso. E o que temos?

 Temos esta menina outra vez viciada em American Horror Story, pois claro.

 Bastava a história passar-se no Sul, na Dixieland,  para isso
 acontecer ( aquela confusão de temporada no asilo não me seduziu muito) mas parece que os criadores da série leram os meus pensamentos -adoro quando essas coisas sucedem - e decidiram colocar no enredo um bom punhado dos meus temas preferidos.



Se é para Hollywood contar estórias de bruxaria, que o faça com a devida graça: sem demonizar, mas sem transformar as feiticeiras em hippies fofinhas e fora deste mundo. The Craft e Practical Magic foram  das poucas produções a conseguir esse efeito - porque convenhamos, se há muita mentira no mito da "bruxa", a versão demasiado branqueada perde a piada toda. 
 Aqui temos a bruxa boazinha mas com mau feitio, Cordelia, que como é costume só quer fazer os seus feitiços e poções sossegada, e a Big Bad Witch  - ou antes bitch, mas bitch no sentido mais cool do termo - Fiona, a bruxa suprema, adepta glamourosa do Caminho da Mão Esquerda: Jessica Lange, comme il faut.

E aí é que o espectáculo começa: Fiona é a bruxa poderosa por excelência, sem complexos na hora de proteger a sua gente (já que a caça às bruxas voltou a ficar na moda) nem dúvidas quando se trata de perseguir os seus desejos: já obteve riqueza e todo o poder à face da terra, ou quase todo (não sabemos o que fez para lá chegar, mas parecer-se com Jessica Lange é meio caminho andado). Mas a sua Vontade - e eu gosto de personagens em contacto com a sua Verdadeira Vontade, embora possa não concordar com os seus métodos ou escolhas - não se fica por aqui. Ela também quer mais beleza ainda, imortalidade e... juventude eterna. 

            

Fora o resto que ainda não sabemos. Rapariga exigente! Claro que para isso ela vai manipular as jovens bruxinhas do colégio de elite que até aí era governado pela sua ingénua filha - a figura clássica que usa muito pouco do poder que realmente possui - e que ela desdenhosamente classifica de "Hogwarts" e muito possivelmente, lançar o terror

Que é exactamente o que nós queremos: terrorzinho do bom numa embalagem luxuosa, com falas cínicas cheias de cachet e ditas por uma senhora janotíssima. Uma verdadeira Head Witch in Charge, Sumo-Sacerdotisa com óptimo ar, Godmother, Patroa...you get my point. 

                    

Sempre com o ar de quem se está pouco marimbando, muito espírito e um fashion sense de fazer parar o trânsito. Aleister Crowley ficaria orgulhoso. 
 A julgar pela amostra, os figurinistas também se empenharam no seu trabalho, criando um guarda roupa que não só vai lindamente à atmosfera da série, como está de acordo com as tendências dos últimos três anos a esta parte: o ladylike, o punk, o gótico/witchy (lembram-se de Hedi Slimane no ano passado?)  e as misturas de padrões/ elementos que têm sido constantes tanto nas passerelles como no street chic. Por vezes não é com simpatias que se coloca ordem nas coisas. É preciso ser um bocadinho...bom, mandona, e ter muita segurança nos seus saltos altos. E Jessica Lange sabe como. Witch please!







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