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Saturday, November 23, 2013

Joaquin Phoenix dixit: dançar com o diabo.



                      

"If you dance with the devil, the devil don't change.

 The devil changes you".


Há pessoas e situações que não se podem modificar, por muito que isso fosse conveniente. É preciso aceitá-las como são e dançar conforme a música. E essas são normalmente as que têm mais impacto, as que, para o bem e para o mal, trazem transformações interiores, puxam os limites, que assustam e fascinam, que obrigam à reflexão. A dificuldade está em saber dançar com o diabo sem perder a alma, sem amachucar a individualidade. Para cada um de nós, ao longo da vida, existem  raros "diabos" com quem dançar. Os que estão à nossa altura. Que nos desafiam. Que fazem vibrar as cordas. Mas por vezes, na nossa atitude holier than thou,  falha-nos que geralmente, nós também somos o diabo para o diabo que dança connosco. Também o obrigamos a puxar os mesmos limites, a ter as mesmas dúvidas, também o incitamos à mudança, ao medo e à evolução. Dois satanazes não se juntam na mesma pista por mero acaso. O problema é que costumam mandar abaixo o salão de baile com lustres, orquestra e tudo, antes de terminar a quadrilha. Claro que tratando-se de quem são, às vezes saem alegremente do meio dos escombros, sem um rasgão que se veja. Noutras, simplesmente all hell breaks lose - ninguém lida facilmente com a sua própria espécie.

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