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Wednesday, November 20, 2013

Sophia Loren dixit: spaghetti (de viver, amar, comer, emagrecer, etc)

                                  

                          "Everything you see, I owe to spaghetti"


Quem por aqui passa sabe que defendo as curvas femininas mais do que ninguém. No  entanto, não subscrevo artigos patetas deste género, a confundir "curvy" com "plus size" - as duas coisas não andam necessariamente juntas: há raparigas magras com muitas curvas e raparigas gordinhas sem nenhuma - a perpetuar o mito de que Marilyn Monroe vestia o 42 quando é sabido que usava um pequeno 36 e com discursos de celebridades a advogar "gordura é formosura, e as mulheres normais são rechonchudas", entre outras tonterias. 

 Desculpem lá, mas o "normal" se não é a modelo de high fashion altíssima e magríssima, também não  será ser assim para o gorducho: mais de metade das mulheres com quem convivo diariamente vestem entre o 34 e o 38, logo das duas uma - ou os padrões impossíveis vieram todos para as minhas bandas ou andam a vender-nos ideias algo confusas, no mínimo. 

Textos assim, cheios de wishful thinking, não só chamam redonda a quem está longe de o ser como colocam no "tamanho" uma ênfase que só complica. 
 O que importa é a beleza, a harmonia da forma, as proporções, o biótipo  e vestir de acordo. Tudo o resto é subjectivo.

  E Sophia Loren, como boa italiana, sabe umas coisas sobre isso: as mulheres não devem matar-se com dietas. Quando era jovem, a actriz era algo magricelas: foi precisa uma dieta romana com muita pasta, muito azeite e bom vinho para ficar como a conhecemos. 


É preciso descobrir a "dieta" que funciona com o organismo de cada uma - em geral, será a que nos dá energia, não provoca flutuações de peso nem mal estar.  A uma mulher a farinha fará mal, a outra serão os doces, outra ainda pode parecer que engorda quando afinal precisa é de perder líquidos. É necessário ouvir o corpo, conhecer o próprio metabolismo para encontrar a alimentação e o exercício adequado. Aceitar a própria beleza e deixar-se ir. Hoje, a eterna screen siren recomenda que se coma, mas não muito. Comer um pouco disto, um pouco daquilo sem encher demasiado o estômago, e movimentar-se. Ou seja, provar de tudo e não ficar sentada, à espera que as temidas calorias façam das suas e amoleçam o corpo. E se ela o diz, quem se atreve a duvidar?

Dizem que as italianas e as francesas dificilmente engordam porque sabem comer e têm joi de vivre. Vivem, riem, barafustam, rodeiam-se de coisas belas, encolerizam-se, amam, perdem, apaixonam-se. Nada emagrece tanto como um verdadeiro desgosto de amor, daqueles que deixam marcas no corpo e na alma. E por vezes, o próprio amor também emagrece porque se perde o apetite, além de dar boas cores. O mesmo acontece com o entusiasmo ou qualquer outra emoção forte. A comida não faz estragos quando é "derretida" com as alegrias, preocupações, idas e vindas da vida.

 Não, as mulheres não deviam matar-se com dietas. Precisam é de voltar a viver com alguma intensidade e deixar de parte celebridades tontas que não falam noutra coisa senão no peso. Sinceramente, a conversa das Jennifer Lawrences deste mundo e de quem as aplaude e as acha muito inspiradoras, já me enfada. Saiam para comer spaghetti sem dó. E a seguir be italian, e venham contar-me alguma coisa.






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