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Saturday, December 7, 2013

Leave Mandela alone!

                                    

Está certo que só as pessoas descoroçoadas ou muito cínicas podem não gostar de Nelson Mandela. A sério, come on: o mítico Presidente está na mesma prateleira da Madre Teresa, de Martin Luther King e de outros heróis que nos foram deixando sem probabilidades de substituição, pelo menos tão cedo. Não se embirra com Nelson Mandela. Pronto. 

 Mas se por um lado, as incontáveis manifestações de admiração e condolências mostram que apesar de tudo, os bons exemplos continuam a gerar comoção e respeito, por outro as colagens, citações e RIP Nelson Mandela às centenas espalhadas por estas redes sociais denunciam uma certa banalização, uma certa falta de imaginação, muita dose de politicamente correcto, muita carneirada, muito desejo de palmadinhas na costas, em alguns casos, certamente, uma boa dose de hipocrisia, vontadinha de falar para não acrescentar NÉPIA e sobretudo, carradas do espírito "ai que bonzinho que eu sou".

Eu própria lhe dediquei um post no Verão passado, quando pregou um susto a -literalmente - todo o Mundo. Mas se respeitamos uma figura, façamos o favor de não a vulgarizar. Por muito que se admire o percurso de Nelson Mandela, a verdade é que 90% da população não teve o privilégio de privar com ele. Respeite-se então a dor real de quem lhe vai mesmo sentir a falta.

A prova suprema ( e cómica) do estado attention whore em que o mundo se encontra, malzinho, na última, será Kanye West a dizer que é o próximo Nelson Mandela, num apelo óbvio à atenção viral. A sério? Podiam começar por enjaulá-lo durante 20 anos de pijama às riscas, longe dos trapinhos de designer que tanto gosta de desvirtuar, e já víamos a fibra do rapazola - quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele. E ao menos ficava caladinho. De novo, haja respeito.

Menos, minha gente. Menos.


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