Recomenda-se:

Netscope

Sunday, December 1, 2013

O amor e os seus sine qua non

                          

Pondo de parte a paixão e a química - já que neste blog não se consideram as relações " assim assim", mas só os amores que valem a pena, dignos de encher páginas de romance e capazes de tirar o sono a uma pessoa ( ora abóbora - ou é amor ou não é; a vida já tem tantas coisas chochas e maçadoras que se é para isso, mais vale gastar o tempo com um bom livro, ou às compras, ou a viajar pelo mundo) - há cinco coisinhas indispensáveis para que um relacionamento a sério funcione.

Respeito

Respeito pela sensibilidade do outro (sabendo que o que não é importante para nós pode ferir o parceiro) respeito pela pessoa com quem se aparece em público  (não fazendo coisas que possam envergonhá-la ou melindrá-la) respeito pelos termos da relação (todos os casais traçam limites do que é e não é admissível) respeito pelo cansaço/tristeza/mágoa do outro, quando é caso disso.

Responsabilidade

Um relacionamento é como outro projecto qualquer. Ou uma planta, um bicho de estimação, qualquer coisa que esteja a nosso cargo. Melhor ainda, um tamagochi: não se pode tratá-lo de forma displicente, largá-lo pelos cantos, querer só as partes bonitinhas, fazer só o que dá na gana sem considerar os sentimentos da outra parte, desligá-lo e voltar a ligar quando dá jeito e ainda esperar que funcione. Isso pode resultar em relações casuais - mas lá está, nessas não se conta com exclusividade, lealdade, constância, respeito ou paixão. Quem está de facto apaixonado não suporta os meios termos de uma relação casual, on/off, aberta -  logo, não pode jogar por essas regras. Isso é o mesmo que lavar um vestido de seda na máquina com o programa para jeans e esperar que saia intacto...



Compromisso

Embora uma relação saudável respeite o espaço, identidade e individualidade de cada membro do casal (não há nada mais enjoativo que casalinhos desesperadamente pegajosos) ao entrar numa aventura a dois ambos prescindem de coisas, nomeadamente de flirtar "inocentemente" por aí. Quem investe numa relação com um olho no burro, outro no cigano, com medo de perder não se sabe o quê enquanto prende de forma egoísta a pessoa por quem diz estar apaixonado (a), faria melhor se estivesse quieto. Afinal, a outra parte também está a prescindir de pretendentes e de conhecer pessoas novas. Aqui aplica-se a velha regra "não faças aos outros...". A "prisão" é para os dois lados. Há que "querer estar preso por vontade" e fazer opções, porque nestes casos não se pode ter o melhor dos dois mundos.


 Honestidade, objectividade e flexibilidade

São essenciais para jogar em equipa. Expor o que se sente, não deixar que situações desagradáveis se arrastem, proteger-se um ao outro, evitar segredos e ser capaz de desculpar. Deixar um arrufo para o dia seguinte, prolongar amuos, agir só em função de si mesmo...tudo isso são venenos escusados.

Serenidade

Mesmo nos momentos piores, há que morder a língua e não perder de vista o mais importante. Face a uma crise, por muito graves que sejam as questões a resolver, há que manter prioridades: e se a prioridade é estar juntos, não deixar que as condições do momento, a raiva ou o orgulho ferido desviem o casal do objectivo. Perder a cabeça inviabiliza a comunicação, polui o discurso e no fim da discussão, só se abriram velhas feridas sem resolver nada. Há detalhes que é melhor não resolver ou polir no imediato - Roma e Pavia não se fizeram num dia, e mais vale recuperar aos poucos do que mandar o Coliseu abaixo na ânsia de o restaurar de uma vez. Como em tudo na vida, no amor o caminho faz-se andando...

No comments:

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...