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Friday, December 6, 2013

O fim da "slut decade"‏

A imprensa da especialidade anuncia o (Aleluia irmãos!) fim de “la moda da putt**na” - que isto, na minha terrinha dizem-se as coisas sem eufemismos e mais nada. Neste momento, aquilo que se cobre (ou o pouco que se descobre) passou a ser mais sexy do que muita pele à vista. O conceito já não é novo,  mas o golpe final na slut decade parece estar por dias. At last.

Ou seja, os execráveis bandage dresses, mini saias de lycra, saltos de stripper e demais trapinhos ordinários que fazem as delícias de um certo público têm os dias contados, muito graças a (salve, salve) Valentino. Finalmente, começa a passar-se a mensagem de que andar por aí vestida de profissional do sexo NÃO é normal, não é bonito, objectifica e não é aceitável. Afinal, nenhuma rapariga bem formada gosta de andar por aí a atrair o tipo errado de atenção. Que é o que acontece quando se tem um closet de pesadelo barato assim:
                                        



                    

Ok, respiremos que o momento Cruz Credo já passou.

 As mulheres (e raparigas) começam outra vez a querer ser vistas como alguém que, surprise, também tem cérebro. E um bocadinho de dignidade feminina.
 Como tudo na moda é cíclico, porém, corremos o risco de passar de 8 a 80 (ou neste caso, de 80 a 8...): o regresso do grunge, os oxford shoes e loafers, a androginia chic...tudo isso são reflexos do cansaço provocado por tanta exposição de pele, pernas, coxas, etc. Procura-se uma estética mais etérea, mais feminina, mais delicada e romântica ou simplesmente cool. O reverso da medalha é que se pode cair em todo um look man repeller - ou seja, pouco feminino. 
 Pessoalmente, fico-me pelo recomendável meio termo: sou toda por alguns visuais roubados ao armário dos rapazes que agora voltam à ribalta ( as muito Yves Saint Laurentianas peças inspiradas nos smokings, os loafers com salto, o power suit, inspirações de Marlene Dietrich, Audrey e Katherine Hepburn) e pelo (já muito explicado por aqui) estilo Ladylike dos anos 50 e 60: ou seja, mais Mad Men e Sophia Vergara, mais Marilyn Monroe e Brigitte Bardot, mas nunca pussycat dolls. E freira tão pouco. 

O que se procura são peças de extrema qualidade no tecido, corte e modelagem. Um visual que pareça polido e dispendioso (pensemos nas imagens de marca de Dior, Balenciaga, Armani e Stella McCartney) sexy ou cool, mas mas jamais vulgar.

No entanto, a ordinarice é como a pobreza e as baratas: há-de existir sempre, venham as tendências que vierem...

1 comment:

Sara Silva said...

há previsões de que este estilo chegue ao fim? eu espero bem que sim, que é deprimente!
por mim podíamos todos regressar ao estilo nos anos 50 :)
beijinhos *
eighteen and a life

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