Recomenda-se:

Netscope

Sunday, December 22, 2013

Três coisas de Inverno (e de Natal) que me tiram do sério

dolcegabbana-spring-summer-2012-full-print-ad-campaign-italy-woman-fashion-photography-giampaolo-sgura-model-monica-bellucci-bianca-balti-5

Por muito que eu goste do Inverno e da Quadra, há pequenas coisinhas que me tiram a paciência. 

Quanto ao Natal, embora este ano ande demasiado ocupada para cultivar o super-espírito do costume, há muito que aplico a minha regra de ouro: esperar um Natal perfeito com tudo coreografado, sorrisos perfeitos por trás da travessa das filhoses e todos muito amiguinhos até à manhã do dia 25 é convidar o caos. E a desilusão. O Natal é uma festa confusa por natureza, com toda a gente a coordenar prioridades, a correr de um lado para o outro, a gerir logísticas, a distribuir-se pelas capelinhas (e se houver bebés, adolescentes caprichosos que queriam era estar com os amigos em vez de passar aquela seca, avós idosos que precisam de transporte com a cadeira e o resto ou casais divorciados ao barulho, pior um bocadinho) . A confusão põe à prova até a família mais bem educada. Nem os agregados pequenos ficam imunes.

 Se formos demasiado inflexíveis, exigentes e sensíveis,  a querer uma Consoada de anúncio, começamos a entrar numa espécie de modo "bridezilla" em versão natalícia; stressamos quem já está stressado e faz-se uma cena ainda maior por qualquer coisinha. Aplicar a máxima "não me gritem, que é Natal" (pior: dizer isto aos gritos, fazendo estalar o Apocalipse), esperar o politicamente correcto não é boa ideia. E numa família com os genes da minha, esqueçam. Se já viram um filme de italo-americanos sentados à mesa em dia de festa, ficam com uma ideia.

 Use-se antes a máxima "o que é dito antes da Consoada, entra por um ouvido e sai por outro".

* Vestir qualquer coisa especial, para nos ajudar a aguentar o processo com um mínimo de compostura, também é uma fórmula mental para vá, manter as aparências. Se nos vamos descabelar, ao menos que seja em grande estilo.


 O truque é deixar correr o stress, as arrumações tardias, os atrasos, as palavras apressadas e o resto até que toda a gente esteja sentada à mesa e as guloseimas façam a sua magia. Dali a nada já ninguém se lembra, voltam todos ao espírito da paz e do amor, das piadas e das recordações e é isso que interessa: o Natal é a festa da família e família é isso mesmo. A ideia é estarem todos juntos, com todo o barulho que isso possa trazer. 
Mas volto a dizer, há coisas a que o estilo zen não se aplica. No meu caso, pelo menos:

1- Perder UMA luva. Sinceramente, há coisa mais estúpida? Enfim, há o caso de perder uma meia que é igualmente estúpido, mas geralmente não é grave e as peúgas tendem a 
perder-se dentro de casa, na lavandaria ou coisa assim. A não ser que se trate de uma meia de Natal para presentes com um anel de brilhantes lá dentro, não é grave. Mas uma luva é chato. E logo eu, que sou tão cuidadosa com a minha colecção de luvas. O que é que se faz com uma luva desirmanada, desemparelhada?  Pior um pouco, nunca são as luvas mais ordinárias que comprámos por carolice que se perdem. Não, têm de ser as boas e de pele (ainda estou na esperança de a encontrar, afinal é Natal e tudo pode acontecer).

2 - Um presente que resistiu até à última hora para ser encontrado. Não se trata do "presente esquecido" mas do presente que mais parece uma caça ao tesouro. O tal que nos obriga a quebrar a jura de não nos misturarmos ao povo todo no meio das lojas a rebentar pelas costuras.

3 - Darmo-nos conta de que o tal presente só está disponível precisamente na loja em que não queríamos entrar por dinheiro nenhum, e que teremos de lá ir precisamente na pior hora de todas, arriscados a tropeçar sabe Deus em quem ou a não voltar inteiros, com a confusão que por lá deve estar.

Eu aguento quase tudo, mas...Menino Jesus, uma ajudinha para lidar com isto?

No comments:

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...