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Tuesday, January 14, 2014

A face that could launch a thousand ships


Já podem ter percebido que eu adoro a Jessica Lange. Poucas actrizes fazem tão bem a malvada majestosa, chic, poderosa, sou-má-porque-posso-e-gosto. Está sempre belíssima. É daquelas mulheres que são como o couro de boa qualidade e o vinho do Porto - o tempo só realça o quão acima estão da comum das mortais. Há pessoas lindas que são sempre lindas e o resto da humanidade tem de se conformar e mais nada. 
Detestei o vestido que usou nos Globos de Ouro (não fazia nada pelas suas curvas a não ser esborrachá-las) mas de certeza que se desembaraçou melhor do que muitas novatas, e que importa um fashion faux pas ou um mau ângulo quando se é intemporalmente fantástica como ela? 

No dia seguinte veste algo Dior, ou um qualquer figurino da Fiona Goode e problema resolvido. Mais do que isso,a senhora tem currículo e estatuto para se estar nas tintas, de alto, para todo aquele trolaró - afinal *volto a citar*  não há evento, por mais exclusivo, que não se pareça com uma reunião de Tupperware e Jessica Lange é uma raposa batida nestas andanças. Raciocínio óbvio que a sua carinha - e que carinha - durante a entrega de prémios, esse sorriso Mona Lisesco, esse ar superiormente sereno e aborrecido, reflecte lindamente. 

 Aquela expressão "been there, done that", de quem não se impressiona com nada daquilo, é impagável. Não se pode comprar essa elegância, é preciso nascer assim. 
 Se a beleza é fundamental e a elegância um extra que não está à venda, a cereja no topo é o carisma, o espírito crítico, esse bocadinho de mundanidade que permite não se ralar nem deslumbrar com coisíssima nenhuma. É tão raro encontrar pessoas genuínas o suficiente para fazer um ar de frete abertamente, mas sem perder a sofisticação ao demonstrar "que grande seca que me calhou na rifa", que tenho mesmo de aplaudir. Bravissima!


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