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Tuesday, January 21, 2014

Brilhante comentário da semana:bem feito.


Há momentos e pessoas que nos lembram porque é que vale a pena ter um blog (que por muito que se corra por gosto, é sempre um pouco como os Tamagochis: precisa de alimento mesmo quando temos um dia mau, ou nos dói a cabeça, ou...entendem).
 A propósito deste post que motivou alguns comentários interessantes ao longo da semana - comentários esses que dão que pensar - recebi esta missiva deliciosa:

"Eu não podia deixar de fazer o meu comentário. Este texto retrata fielmente 22 anos do meu casamento. (...)
Até me dei ao prazer de enviar o texto para o meu ex, com a seguinte nota: "Se tivesse encontrado este artigo antes, não tinha gasto o meu latim contigo todos estes anos! Imprimia uma folha para colocar à tua cabeceira."

Fez-me rir. Pôs-me a lagrimita ao canto do olho. Quem diria que um textozinho meu, escrito do coração, de rajada e com base no que *infelizmente* tenho visto, motivaria um instante tão queirosiano? É que me lembrou aquele dito dos Maias acerca da vingança de um marido contra o amante da mulher: "podia fazer pior. Mandar-te a senhora com um bilhetinho a dizer `guarde-a´". 
 Sempre às ordens, queridas senhoras (e cavalheiros) que têm a fineza de me acompanhar, para ajudar nas vossas pequenas achegas a quem está mesmo a pedi-las.
 Mas também vos digo: não sei se valerá de muito. Quando toca a gente de pouco juízo, tanto faz ser o latim falado ou escrito, que entra por um ouvido (ou neste caso, olho) e sai por outro. Que isto os ex, ex destes pelo menos, não ganham o título por serem uns amores de pessoas ou darem ouvidos a quem lhes quer bem. Ou como dizia um amigo meu que era um grande filósofo, "as notas de dez contos não andam por aí a voar sozinhas". Mas fica a intenção, e não venham ralhar comigo que eu só escrevo do que vejo e ouço, vale?

1 comment:

Sérgio S said...

Ainda ontem estava eu a comentar com um colega relativamente a um caso que conhecemos. Ele de famílias “abastadas”. Ela de famílias “muito abastadas”. Acontece que com a crise e o declínio da profissão de empreiteiro a família dele foi à falência e os outrora “muito abastados” passaram à categoria dos “não ter onde cair mortos com dividas por todo lado”. Será que isso mudou alguma coisa no modo de vida dela? Claro que não, mudanças só ele que por acaso até nem pertencia à parte que foi à falência. Assim, passou ele a vir de marmita para o trabalho, arranjou um emprego ao fim de semana para ganhar mais algum e sustentar a casa (ainda me tentou vender o carro topo de gama por uma pechincha, mas eu, se calhar parvo, acabei por ir para outra opção), etc. E ela? Trabalhar? Claro que não, afinal quem nasce para dondoca não é suposto sujar nunca as mãos a trabalhar... Era só o que faltava, falida mas dondoca (combinação explosiva)... Pelo que sei já não estão juntos, e não tenho dúvidas da versão dela "ai e tal, que gajo horrível, bla bla bla bla bla bla, homens são todos iguais… bla bla bla… onde é que estava eu com a cabeça… bla bla bla… ai como é que aturei tanto, bla bla bla bla bla bla...". Se corresponde à realidade prática das coisas? Não sei, mas tenho por regra que, nestes casos em que os maus estão todos de um lado e os bons todos do outro, normalmente a verdade encontra-se algures ali no meio. E não sei quem é mais dos maus ou mais dos bons, se homens ou mulheres, agora uma coisa tenho a certeza: a queixarem-se de tudo e do seu contrário (ai que o mundo está contra mim), as mulheres são claramente muito superiores. Podem começar os insultos… :P

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