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Sunday, January 19, 2014

Os sapatos de Carrie Bradshaw e o cabelo de Claudia Schiffer? Ora vejamos.


Os sapatos criados por Sarah Jessica Parker em colaboração com George Malkemus, CEO da Manolo Blahnik, têm sido a novidade mais badalada nas publicações de moda durante as últimas semanas. O conceito por trás da colecção faz sentido - Sex and the City acabou há anos (embora se fale num terceiro filme) mas continua a ser uma referência incontornável - e está bem pensado:

"Como a atriz (...) esclareceu (...) durante anos passou de 18 a 20 horas diárias em cima de saltos altos quando estava no set, e a experiência de consumidora é um dos grandes pontos fortes de SJP. Saber quais os melhores materiais, formas, cortes e proporções para que a mulher possa correr nos sapatos são dados que só quem sentiu na pele (ou, neste caso, nos pés) os efeitos dos 10 cm pode oferecer. A partir daí, foi só pensar na mulher nova-iorquina cosmopolita: quais são os essenciais ? (...) O passo seguinte foram os materiais. Não gostando de coisas demasiado brilhantes, que facilmente perdem o fator “chic” (...)".

O problema, a meu ver, é que não sei se essas ideias ficaram bem explícitas no resultado final. Não me parece que a colecção tenha o ar luxuoso, depurado e dispendioso-por-menos que se pretendia. Não são sapatos de requinte subtil, nem sapatos espampanantes mas espectaculares. Com tanta expectativa, esperava-se um bocadinho mais. Ou antes, parte do público esperaria mais, porque eu não esperava grande coisa. Não me entendam mal: gosto de Sarah Jessica Parker. Gosto do estilo dela, que não é exactamente o de Carrie Bradshaw. Mas é o estilo de Carrie Bradshaw, criado sem dúvida com influência da actriz mas MUITO trabalho e apoio de figurinistas, que com todos os seus exageros e momentos não-tentem-isto-em -casa, agarrava as fashionistas à tela. Seria o estilo de Carrie a vender a colecção.

Em segundo lugar, poucas são as celebridades que se saem bem ao lançar roupas, sapatos e perfumes. Torço sempre um bocadinho o nariz a isso - ou por falta de tempo, ou de jeito, ou de liberdade, raramente os produtos a que dão nome reflectem aquilo que o público gosta nelas (Dita Von Teese, Victoria Beckham e as irmãs Olsen são felizes excepções). 

E por fim, o preço: criar um sucedâneo de Manolo Blahnik não me soa grande ideia: entre dar 150 a 200 euros por um par de sandálias e 500 por uma carteira que não é Manolo, mas quase, e poupar um bocadinho mais para ter os Manolos "verdadeiros"...bem, eu nunca gostei de meios termos.

Já a gama de produtos criados com Claudia Schiffer para a Schwarzkopf (que inclui champô, sérum e até o seu próprio tom de louro) parece-me melhor negócio: compromete muito menos e a expectativa não é tão grande. Em todo o caso sou suspeita porque é uma das minhas marcas preferidas, mas ao menos what you see is what you get.




1 comment:

Fashionista said...

concordo contigo! Mais vale poupar uns trocos e ter uns sapatos realmente bons!

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