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Thursday, January 23, 2014

Só vos digo que a assessora da polémica...


...não será a primeira nem a última "colega" que tenho visto que não respeita o dress code (podem seguir o link para preciosismos de protocolo em que não me apetece entrar, mas o ideal para circunstâncias destas será a saia pelo joelho ou um bocadinho abaixo) e que se pendura - literalmente, juro - nos convidados. Tenho visto e ouvido coisas de meter medo.

Uma das exigências da profissão, ou de qualquer cargo relacionado com a comunicação, que está implícita - logo, não se ensina de caras na faculdade a não ser que se tenham professores realmente fabulosos - é que não se atura o deslumbramento perante celebridades. Jornalistas, relações públicas, assessoras, devem estar acima dessas coisas - ponto. O trabalho não é terreno fértil para namoricos. Espera-se que uma boa profissional  trate quem está com o respeito devido à circunstância (ainda que falemos do mais informal jogador da bola) e com a devida distância, com a indiferença nonchalant que tanto tenho elogiado por aqui. 

Não se ganha sprezzatura só porque se tirou um curso e de repente se arranjou um bom emprego que dá acesso ao maravilhoso mundo das beautiful people, lamento.

 É claro que essas pequenas subtilezas se aprendem em casa, se absorvem nas reuniões mundanas a que toda a vida se assistiu ou se não foi assim, só com muita noção do seu lugar, muito poder de observação e muita água benta.  Pode não ter sido o caso - pode ser apenas que a senhora seja do mais educado que há e goste muito de futebol, ou tenha tido um mau dia, ou sabe-se lá - mas assim pareceu e neste campo, parecê-lo e sê-lo vai dar ao mesmo.

 Flirtar com os convidados, como se insinuou que aconteceu (não sei, não vi, não estive) é simplesmente, beyond the pale. Para cargos assim, exige-se um bocadinho de sofisticação, de mundo e de vá, serenidade. Se quem está nos bastidores sofre de chiliques, se está sujeita a gaffes de fã, a criancices de quem nunca viu nada, não há evento que resista. 

 Não é por acaso que as primeiras mulheres a escrever sobre estes assuntos e a destacar-se nestes campos eram "senhoras de sociedade" habituadas a privar com a crème de la crème, que sabiam instintivamente como receber, o que vestir e para quem o homenageado do momento tinha tanta importância como o arranjo da mesa.

  Mas saber que estes casos são, infelizmente, banais, não atenua o facto de serem muito desagradáveis. É que quando uma mulher não honra a camisola, ficamos todas mal no retrato. E depois protestam as feministas que as mulheres não são levadas a sério no mundo do trabalho, e etc. Pois.

3 comments:

A Bomboca Mais Gostosa said...

Provavelmente não era a ocasião para esse comprimento de saia, mas pronto, ainda assim ninguém morre por isso. O pior mesmo são os outros tais comportamentos inadequados de que falas. Isso é coisa para me deixar mais envergonhada.

Sérgio S said...

A parte das pernas aprovo :p
Quanto ao resto do protocolo confesso que não sou especialista.

Imperatriz Sissi said...

A saia em si não era escandalosamente curta. Com uma atitude discreta, passava despercebida embora não fosse o ideal. O pior foi a atitude.
@Sérgio, será possível que um homem perca a noção do certo e do errado no contexto profissional só pela ocasião de espiar umas pernas, numa época em que as pernas são a coisa mais comum do mundo? Se é assim, estamos entregues à bicharada. Then again, explica como é que as mulheres sempre governaram nos bastidores.

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