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Thursday, February 27, 2014

Brilhantes considerações do dia: prozac e egoísmo


1- Comentava eu com uma amiga que não sou grande crente em gotas e pirulitos, salvo nos casos realmente graves em que não se funciona sem isso ou em situações temporárias em que se precisa de equilibrar o cérebro para lidar com as vicissitudes de forma mais serena.
 E diz ela, ainda mais desencantada dos milagres da psiquiatria do que eu, que "uma pílula do dinheiro e/ou do emprego é que era bom". 
 Pois bem, a ser assim também havia de se inventar uma pílula anti-desastre social ou sentimental. 

Teria mais ou menos o efeito da pílula anti concepcional, mas com o poder de repelir criaturas estranhas: aquelas que, essas sim só funcionam  (ou só deviam sair à rua ) com um enormíssimo receituário a correr nas veias. Uma pessoa tomava a panaceia e ficava descansada, porque os maluquinhos, os complicados, os egomaníacos, as pessoas com mau gosto e maus costumes, os desonestos e enfim, as almas desagradáveis de modo geral nem davam por nós.

 Bem dizia a avó que eu devia ter sido cientista, ido para química...foi uma pena ter tão pouca paciência para a Matemática.

2- Serei a única pessoa que, às pressas pela manhã, fica para morrer se vai para fechar o elevador e há umas almas descansadas que decidem entrar também, nas calmas, 
fazendo-me perder minutos preciosos? É por isso que não moro em apartamentos mas quando tenho de partilhar certas coisas com o resto da Humanidade, ou com a parte sem noção da humanidade, fico chateada que só visto. Dá-me vontade de lhes fechar a porta na cara e gritar "so long, suckers!" . Depois pergunto a mim própria se não serei uma tremenda egoísta, se não terei um lado anti social e antipático. Just wondering.

1 comment:

Sandra Paiva said...

eu tenho um lado antissocial que se vem aprimorando de ano para ano...

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