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Saturday, February 1, 2014

Detesto meios termos da treta. Detesto.


Ainda não vi o final de American Horror Story: Coven, mas como não tenho paciência para  surpresas já sei de cor e salteado os resumos dos episódios que me faltam. E como dizia a outra, I´m not happy.

 De vez em quando há um formato (filme, série, livro) que tem a coragem de criar um anti herói - ou neste caso, anti heroína - no melhor espírito Evil is Cool. Sabem, aquelas personagens com estilo à patada, que são go-getters, que tomam decisões difíceis com as quais dificilmente concordaríamos na vida real mas que no contexto fazem sentido, que são brutalmente honestas no seu modus operandi os-fins-justificam-os-meios e que têm também um lado humano, bom e vulnerável. E claro, fica-se a torcer pelo protagonista, neste caso a bruxa de Chanel que bem vistas as coisas, acaba por fazer maldades menos graves (e mais compreensíveis) do que os supostos "bonzinhos" politicamente correctos da estória.

Mas no fim os produtores arrependem-se e decidem que o suposto mauzinho tem de ser castigado, por muito over the edge e risqué que o programa/filme/livro seja.  E é o bonzinho sem graça, mas que também está farto de fazer quantas tropelias há pelas costas (embora com cara de anjo, ar paternalista e a julgar toda  a gente) que triunfa. Pior ainda, é suposto nós gostarmos desse final.

 Como prefiro pessoas genuínas - ainda que sejam um bocadinho arrogantes ou sarcásticas à superfície  - e não posso com fachadas de bondade e santidade nem com molho de tomate, não consigo achar piada, desculpem. Tanta coisa, tanta coisa e afinal ficamo-nos com um final chocho, vulgo " o Mal foi derrotado e o Bem vence" mesmo que o bem seja falso e de segunda categoria. Falta de coragem e de frontalidade, é o que é. 

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