Recomenda-se:

Netscope

Wednesday, March 26, 2014

Lupita é cá das minhas.

Lupita Nyong´o, o mais recente ai -Jesus das passadeiras encarnadas - e da indústria de moda- conseguiu o raro feito de ser constantemente elogiada pelo visual nas suas aparições públicas-  o que, adicionado a uma prestação de sucesso, é actualmente a fórmula mais rápida para o estrelato. 

 Quem quiser começar uma carreira fulgurante mas de forma respeitável, o melhor que tem a fazer é vestir muito, muito bem, e ter um estilo original que seja reproduzido e comentado até à exaustão nas publicações online de moda e nas redes sociais.

 Se a isso se juntar uma carinha de boneca e boa figura zás, nasceu uma estrela. Espero que a simpática actriz consiga manter uma carreira à altura das expectativas criadas (eu cá desconfio sempre de óscares prematuros) mas no quesito elegância, eu arriscaria dizer que é uma das responsáveis por devolver um certo glamour às red carpets, às red carpets americanas pelo menos, que andavam muito sem graça com vestido após vestido de cai cai em tom nude. Nada contra o nude, adoro-o e sou toda pela discrição e romantismo dos tons pálidos, mas o que é em excesso cansa. 

 Ora, Lupita parece dominar invulgarmente bem uma das minhas técnicas preferidas: formatos clássicos (que nunca desiludem) em cores ricas. Pessoalmente, não vario muito nos modelos: prefiro aqueles que já sei que me favorecem e que são mais confortáveis para a minha silhueta (como os sheath dresses, os espartilhados, linhas de deusa grega, as saias balão ou lápis, os decotes amplos, etc, tudo com alguma estrutura). 

E uma vez que também sou muito esquisitinha com padrões e aplicações  (há desenhos e bordados maravilhosos, mas é preciso escolhê-los criteriosamente, sempre em bons tecidos, porque podem poluir o visual e dar mau ar, má cara ou dor de cabeça, sendo uma opção mais trabalhosa e arriscada) a minha primeira escolha quando quero fugir ao imprescindível preto é quase sempre uma cor só, uma cor de jóia, num material de excelente qualidade. Pode ser mais viva ou mais suave, mas uma cor vibrante (principalmente quando se tem uma pele muito clara, como eu, ou muito escura, como a actriz) é meio caminho andado para iluminar o rosto e brilhar sem muito esforço. Verde água, amarelo, tangerina, topázio, esmeralda, safira, camélia, azul-real, azul pó, púrpura, turquesa, verde jade, rubi ou mesmo tons improváveis como o antracite ou o pérola (realçado por um bâton vivo) tornam um vestido único, memorável, atraem os olhares e dispensam grandes jóias. 
  
Claro está que quanto mais colorido o vestido, melhor qualidade deve ter - porque há coisas que só o preto disfarça. Um vestido em tons vivos que pareça perfeito é porque é realmente uma obra prima. Por isso, os modelos de Lupita brilham quase sem ajuda- só ela, alfaiataria impecável, uma cara bonita e um bocadinho de maquilhagem. Less is more.

No comments:

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...